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Troca de vidro do Siena prejudicou perícia

Investigadores terão de cruzar dados da reconstituição para estabelecer velocidade do veículo que atropelou filho da atriz Cissa Guimarães

A remoção do para-brisa do Siena preto que atropelou o jovem Rafael Mascarenhas prejudicou a perícia e vai atrasar a conclusão do inquérito. O laudo pericial que indicaria a velocidade em que o carro trafegava ao atingir Rafael, filho da atriz Cissa Guimarães, deveria ficar pronto nesta sexta-feira, mas os investigadores terão de aguardar até a semana que vem para conhecer o resultado.

De acordo com um perito ligado ao caso, entrevistado por VEJA.com, caso o para-brisa danificado tivesse sido mantido intacto seria possível estabelecer, com rapidez, a velocidade aproximada do Siena. O vidro, no entanto, foi cortado na manhã seguinte ao atropelamento, pelo lanterneiro Paulo Sérgio Muglia, que removeu metade da peça.

A perícia em casos de atropelamento normalmente recorre ao tipo, à profundidade e à extensão causada no para-brisa para estabelecer a velocidade do choque.

Como não puderam ver o carro tal como ele havia ficado após o atropelamento, os policiais terão de recorrer a comparações e ao cruzamento de dados obtidos na reconstituição do atropelamento, feita na madrugada de terça-feira.

Os peritos, no entanto, estão certos de que o resultado da reconstituição será conclusivo e, pela reprodução simulada, será possível saber detalhadamente o que ocorreu na madrugada do dia 20 de julho no Túnel Acústico.

Os policiais já têm pelo menos um indicativo de que Rafael foi atingido pelo carro em uma velocidade elevada: não foram encontrados, no ponto onde o jovem foi atingido, sinais de o motorista do Siena tenha pisado no freio.