Troca de carro e serra: a tentativa de fuga da ex-vereadora Verônica Costa, presa por tortura
Conhecida como 'Mãe Loira do Funk', empresária foi condenada a 10 anos e oito meses de prisão em regime fechado por torturar ex-marido
A ex-vereadora Verônica Costa (PL) trocou de carro para tentar despistar a polícia antes de ser presa em Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, na noite de quinta-feira 24. Conhecida como “Mãe Loira do Funk”, a empresária foi condenada a 10 anos e oito meses de prisão em regime fechado por torturar o ex-marido, Márcio Costa, em fevereiro de 2011.
O mandado de prisão foi expedido pela Justiça do Rio após o esgotamento da possibilidade de recurso — ou seja, o processo passou a transitar em julgado. A Polícia Civil foi à casa de Veronica, na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste, para cumprir a ordem ainda na quarta-feira, 24, mas ela não foi encontrada no local. Ela foi encontrada por volta das 20h de quinta, em Araras, distrito de Petrópolis.
Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), em fevereiro de 2011, Márcio foi atraído ao quarto do casal, onde foi amordaçado e vendado, tendo também as mãos amarradas, por Veronica e familiares. Ele foi mantido em cárcere privado, ameaçado e torturado — de acordo com a denúncia, os envolvidos borrifaram inseticida no seu rosto, jogaram gasolina no seu corpo e afundaram sua cabeça na água do vaso sanitário e na banheira — por um suposto caso extraconjugal e desvio de dinheiro arrecadado na campanha eleitoral.
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Veronica foi condenada a 5 anos e 10 meses de prisão em 2019. Já em 2023, após um recurso do MPRJ, a pena aumentou para 10 anos e 8 meses em regime fechado. Na época, os desembargadores mantiveram a perda do mandato no Legislativo. Bruno Chaves Ribeiro, irmão de Veronica, também recebeu 10 anos e 8 meses, ao passo que Tatiane Chaves Ribeiro, irmã da ex-vereadora; Bruno Marcelo Bahia Marques, marido de Tatiane; e o padrasto, Sebastião de Oliveira Evangelista, foram condenados a 10 anos.
Após a prisão de Verônica, Márcio contou estar aliviado, mas salientou que a tortura pela qual passou ainda é uma “ferida aberta”.
“Sou o Márcio Costa, a pessoa que a Verônica Costa torturou. Não é comemoração. É alívio. Esperei tempo demais por esse momento. Foram anos carregando em silêncio uma dor que não passa, uma ferida que não se apaga. Hoje, com a palavra final da Justiça, eu não celebro, apenas respiro. Que a verdade permaneça e que a dor de tantos anos não seja em vão”, escreveu ele nas redes sociais.







