Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Tribunal de Justiça de MG solta primo do goleiro Bruno

Por AE

Belo Horizonte – Sérgio Rosa Sales, primo do goleiro Bruno Fernandes, vai aguardar o julgamento em liberdade. Preso desde junho do ano passado acusado de participação no desaparecimento de Eliza Samudio, Sérgio recebeu do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG), na noite de ontem, o direito à liberdade provisória. Após audiência que durou toda a tarde, a 4.ª Câmara Criminal do Tribunal manteve a sentença de pronúncia da juíza Marixa Rodrigues de levar todos os oito acusados de envolvimento no crime a júri popular.

O relator do recurso impetrado pela defesa de Sérgio, desembargador Doorgal Andrada, e o revisor, Herbert Carneiro, votaram por sua liberdade. Eles alegaram que o réu não tem antecedentes criminais, cooperou com as investigações e não ameaça coagir testemunhas. O presidente da mesa, o desembargador Delmival de Almeida Campos, votou contra a liberdade.

O tribunal rejeitou apelação do Ministério Público para que os quatro réus do caso hoje em liberdade respondam por homicídio e ocultação de cadáver. Dayanne de Souza, ex-mulher do goleiro, Elenílson Vítor da Silva, ex-administrador do sítio em Esmeraldas (MG), e Wemerson Marques de Souza, o Coxinha, amigo do atleta, serão julgados por sequestro e cárcere privado do filho de Eliza e Bruno. Fernanda Castro, ex-amante do goleiro, será julgada por sequestro e cárcere privado também de Eliza.

Os desembargadores ainda rejeitaram novo pedido de habeas corpus da defesa de Bruno, que teve negado também recurso que pedia que ele, seu amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão, Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, e Sérgio Rosa Sales não fossem a júri popular.

Bruno e Macarrão são acusados de sequestro e cárcere privado, homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. Bola será julgado por homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver. Ele seria, segundo afirma a Polícia Civil de Minas Gerais, o executor de Eliza Samudio. Os advogados de defesa disseram que não vão recorrer. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.