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Três pessoas são baleadas em Osasco um dia após morte de PM

Há quase dois meses, uma série de ataques matou dezenove pessoas no mesmo município. A principal linha de investigação é que os assassinatos tenham sido uma resposta ao latrocínio de um policial militar, dias antes

Três homens foram baleados em frente a um bar em Osasco, na Grande São Paulo, na madrugada de segunda-feira, pouco menos de dois meses após a chacina que deixou dezenove mortos na região. O ataque se dá depois da morte de um policial militar no domingo,

Segundo a Polícia Militar, um aposentado de 46 anos estava bebendo e conversando em frente ao bar de sua propriedade junto com dois porteiros, de 28 e 27 anos, na Rua Osvaldo Manoel de Oliveira, no bairro Padroeira. Por volta das 00h15 de segunda, dois suspeitos em uma moto pararam em frente ao estabelecimento e dispararam contra o grupo. Eles foram socorridos e lavados ao Hospital Municipal de Osasco. O aposentado foi atingido na região lombar, outro levou um tiro no peito e o terceiro foi alvejado três vezes, sendo uma na coxa e duas no abdômen. Os suspeitos ainda não foram identificados.

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O policial militar morto no domingo era Ânderson dos Santos Silva, de 21 anos, que morreu depois de uma tentativa de assalto. Ele estava saindo do serviço, às 19 horas, em uma moto Honda prata, quando foi baleado duas vezes – uma no peito e outra na lateral do abdômen – no acesso ao rodoanel Mário Covas, no quilômetro 19. O corpo do PM foi encontrado na grama por uma pessoa que passava no local. Ele ainda estava com o capacete e com a farda por baixo da capa de chuva e da jaqueta. O PM foi atendido, mas não resistiu aos ferimentos. Junto com Silva, foram apreendidos o capacete, uma arma com quinze munições aparentemente intactas e um celular. A motocicleta não foi encontrada.

Chacina – No dia 13 de agosto, uma série de ataques deixou dezenove mortos em Osasco e Barueri, região metropolitana de São Paulo. A força-tarefa criada para investigar a chacina considera que a principal hipótese é que os assassinatos foram uma resposta ao latrocínio de um PM, dias antes. Quase dois meses depois, apenas um policial foi preso. Ele é Fabrício Emmanuel Eleutério, da Rota, e responde a outros cinco processos no Estado, por suspeita de integrar um grupo de extermínio.

Há algumas semanas, o jornal Folha de S. Paulo informou que os investigadores da chacina detectaram indícios de que a vingança dos policiais pode ter motivado outras treze mortes antes do crime.

(Da redação)