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Trecho da Ciclovia Tim Maia desaba pela terceira vez no Rio de Janeiro

Inaugurada em 2016 para os Jogos Olímpicos e orçada em R$ 45 milhões, obra tem histórico de problemas estruturais

Um trecho da Ciclovia Tim Maia desabou durante as fortes chuvas que atingiram a capital fluminense na noite de quarta-feira 6. É a terceira vez que isso acontece com a estrutura, inaugurada em 2016 como um dos projetos da Prefeitura do Rio de Janeiro para os Jogos Olímpicos daquele ano. O trecho que caiu fica na avenida Niemeyer, na Zona Sul, que foi fechada nesta quinta-feira, 7, após os impactos do temporal.

A Ciclovia Tim Maia é uma obra de 3,9 quilômetros, com 2,5 metros de largura e realizada pelo consórcio Contemat-Concrejato. Os custos da obra, realizada durante a gestão do ex-prefeito Eduardo Paes (DEM), são estimados em 45 milhões de reais.

O primeiro rompimento da pista aconteceu apenas três meses após a inauguração, em abril de 2016, não resistindo à pressão da ressaca do mar de São Conrado e matando duas pessoas. Na ocasião, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro concluiu que a ciclovia desabou porque a pista estava apenas encaixada nos pilares – e não presa a eles. Este é trecho é na mesma região do atingido na noite de ontem.

O segundo caso foi a menos de um ano, em fevereiro de 2018, em outra parte da obra, na ligação entre São Conrado e a Barra da Tijuca. Nesse caso, o rompimento também ocorreu após fortes chuvas atingirem a cidade, assim como nesta quarta. Nas duas situações mais recentes não houve mortes.

Ao todo, três pessoas morreram após o temporal que atingiu o Rio de Janeiro. Duas estavam em uma casa que desabou na Barra de Guaratiba, na Zona Oeste, e outra faleceu após um deslizamento na Rocinha, na Zona Sul. Segundo a Prefeitura, duas pessoas que estavam em um ônibus que tombou na avenida Niemeyer são consideradas desaparecidas.