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Transmissão da Covid-19 fica estável e melhora chances de retomada em SP

No início da pandemia, cada contaminado transmitia o vírus a outras quatro pessoas; número se estabilizou em 1,1, principalmente em razão do uso de máscara

Por Mariana Zylberkan Atualizado em 1 jun 2020, 19h39 - Publicado em 1 jun 2020, 19h09

A taxa de transmissão do novo coronavírus se manteve estável na cidade de São Paulo em 1,1 – ou seja, cada infectado transmite o vírus para uma outra pessoa -, o que abre a perspectiva de a capital retomar parte de suas atividades econômicas dentro de um prazo de quinze dias, caso o cenário se mantenha ou melhore. No início da pandemia, esse índice chegou a 4.

De acordo com infectologistas, quando a taxa fica abaixo de 1 é indicação de que a doença está controlada, mas isso ainda não foi alcançado em São Paulo. A situação será monitorada por uma avaliação a ser divulgada a cada quinze dias pelo centro de contingência do estado e que levará em conta o número de casos em cada região e a capacidade de leitos de UTI.

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Nesta segunda-feira, a prefeitura divulgou que a taxa de ocupação de leitos de UTI na capital ficou em 62%, bem abaixo da média de 85% registrada nos últimos sete dias.

Para avançar para a fase amarela, quando é permitida a reabertura de bares e restaurantes, por exemplo, a capital deve manter a taxa de ocupação de leitos em UTI abaixo de 70%. Atualmente, esse índice está por volta de 80%.

A Prefeitura de São Paulo prometeu abrir mais 500 leitos para tratamento de pacientes com a Covid-19 nas próximas semanas com a reabertura de hospitais que estão fechados: o Sorocabana, na zona oeste – que está desativado desde 2010- ; o Guarapiranga, na zona sul; e o Brigadeiro, na região da Avenida Paulista.

No interior de São Paulo, houve um recuo na taxa de contaminação do vírus, o que ajudou a levar para baixo o número de mortos no estado. Projeções do comitê do governo João Doria (PSDB) apontavam para até 11.000 óbitos em maio, mas foram registradas 7.667 vítimas da doença.

“O uso de máscaras ajudou na redução da taxa de transmissão”, diz o secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi. Segundo ele, estudo da Fundação Seade apontou a utilização do acessório por 86% da população no estado.

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