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Tragédia das chuvas: número de mortos chega a 42 na Baixada Santista

Sexto dia de buscas tem 36 pessoas ainda desaparecidas

Por Nonato Viegas - 8 mar 2020, 13h00

Mais um corpo foi encontrado neste domingo 8, sexto dia de buscas por pessoas que foram soterradas após deslizamentos ocorridos no temporal que atingiu a região da Baixada Santista na noite da última segunda-feira (2). Com isso, são 42 as vítimas encontradas sob os escombros. Há ainda 36 desaparecidos. As buscas, neste domingo, ocorrem somente na cidade do Guarujá, pois não há mais desaparecidos em Santos e em São Vicente.

Segundo a Defesa Civil do estado de São Paulo, a cidade do Guarujá, a mais atingida pelas chuvas, é a que concentra o maior número de vítimas: 31 mortos e 36 desaparecidos. Em Santos foram oito mortes e em São Vicente, três. O número de desabrigados soma 329 pessoas no Guarujá e 185 em Santos.

Até este momento foram disponibilizadas 30,5 toneladas de materiais de ajuda humanitária para os municípios afetados. Além disso, há equipamentos de proteção individual (luvas de raspa e capacetes) e baldes para o mutirão de voluntários que está atuando em apoio às equipes de salvamento no Guarujá. Os grupos do Instituto Geológico e do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) reforçam as equipes técnicas municipais nas avaliações das áreas afetadas e no monitoramento do risco nos locais de buscas.

Desde sábado 7, há 40 militares, sendo 30 do Exército e 10 da Aeronáutica, atuando no Guarujá para reforçar o trabalho de triagem de donativos e assistência, organizando os kits e ajudando na sua distribuição.

Na quinta-feira 5, o governador João Doria afirmou que lamenta o silêncio do presidente Jair Bolsonaro em relação à tragédia que abateu os municípios do litoral paulista. “Eu lamento. É um gesto humanitário de um presidente da República em situações tão difíceis e tão graves como essa, seria minimamente aceitável que ele manifestasse sua solidariedade”, disse. “Ele não me telefonou, não mandou WhatsApp, não se manifestou ao governador, o que seria normal numa situação como essa.”

Doria disse que telefonou na manhã desta quinta para o ministro de Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho. “Eu liguei, ele também não me telefonou.”

(Com Agência Brasil)

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