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Trabalhadores da CPTM entram em greve nesta quarta-feira

Decisão foi tomada em assembleia e afeta a vida de 2 milhões de passageiros; funcionários do metrô decidiram não parar e fazem nova reunião na quinta

Por Carolina Freitas 31 Maio 2011, 22h03

O Sindicato dos Trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) decidiu, em assembleia na noite desta terça-feira, entrar em greve por tempo indeterminado a partir desta quarta-feira. A categoria reivindica reajuste salarial de 18,24%. A CPTM oferece 3,07%%. O número de passageiros é de 2 milhões por dia útil.

Os funcionários decidiram pela paralisação mesmo com a determinação do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2) de multar o sindicato em 100 000 reais por dia caso não garantisse a operação de 90% dos trens nos horários de pico e 70% nos demais horários. O sindicato decidiu arcar com o prejuízo.

Serão afetadas pela paralisação as estações da linhas 8 (Julio Prestes – Itapevi), 9 (Osasco- Grajaú), 11 (Luz-Estudantes) e 12 (Brás-Calmon Viana). O diretor regional do Sindicato dos Trabalhadores Ferroviários da Zona Central do Brasi, Mácio Machado da Silva, reclama que os funcionários estão há dois anos sem aumento. “No ano passado, a proposta da CPTM foi de meros 0,88%, o que não cobria nem a inflação. Nossa situação é crítica”, afirma.

O sindicato estará em assembleia permanente, ou seja, haverá reuniões diárias a partir desta quarta-feira, às 18h, no Brás, para decidir a continuidade ou não da paralisação.

MetrôJá os trabalhadores do Sindicato dos Metroviários de São Paulo decidiram, também na noite desta terça-feira, não cruzar os braços. Pelo menos por enquanto. Ao todo, 3,7 milhões usam este meio de transporte por dia.

“Não queremos fazer greve. Acreditamos que temos condições de avançar na negociação sem ela. Apesar de parte da categoria ter votado pela paralisação, percebi que pelo menos metade tinha receio. Não podemos ir contra o governo com apoio de 50% da categoria”, diz Altino de Melo, presidente do sindicato.

O sindicalista não descartou a possibilidade de uma paralisação mais adiante. Nova assembleia está marcada para quinta-feira: “A responsabilidade por uma eventual greve no metrô é toda do governador Geraldo Alckmin”.

Plano de contingência – Em nota, a CPTM informa que já acionou o plano de contingência, de acordo com a legislação, que determina a manutenção de serviços essenciais em caso de greve. E diz que esquema especial foi montado para garantir o acesso de todos os usuários ao trabalho nesta quarta. Empregados do Metrô foram treinados para atuar no plano de contingência.

Segundo a companhia, dois dos quatro sindicatos que participaram da assembleia desta terça não aceitaram a proposta de 3,07% de reajuste salarial, além do reajuste dos benefícios extra-salários que a CPTM já proporciona.

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