Clique e Assine a partir de R$ 9,90/mês

Torcida nota zero: sul-americanos dão mau exemplo no Rio

Invasão ao Maracanã de argentinos e chilenos exige o reforço do policiamento para evitar que baderneiros manchem o show das torcidas dentro do estádio

Por Pâmela Oliveira, do Rio de Janeiro 19 jun 2014, 18h02
Torcedores chilenos são presos após confusão no centro de imprensa do Maracanã
Torcedores chilenos são presos após confusão no centro de imprensa do Maracanã VEJA

Dentro dos estádios, eles são insuperáveis. Os europeus até fazem barulho e vibram com suas seleções, mas nada supera a paixão que os torcedores sul-americanos extravasam nos estádios desta Copa do Mundo. O fato de estarem em maior número, também pela proximidade geográfica com o Brasil, é um facilitador. O termo ‘invasão’ acompanha todas as notícias sobre a chegada deles a uma das cidades-sede. O Rio de Janeiro testemunhou dois desses momentos: com os argentinos, no domingo passado, para a partida contra a Bósnia; e com chilenos, na quarta-feira, que conseguiram a proeza de mandar os espanhóis de volta para casa mais cedo. Fora dos limites do Maracanã, porém, o comportamento não tem sido tão exemplar. Confusões pela cidade, venda ilegal de ingressos e – o pior – invasão ao estádio têm manchado a boa impressão que nossos vizinhos poderiam deixar no Mundial.

Os problemas começaram no sábado passado, véspera da estreia de Messi no Maracanã, quando um grupo de cerca de 1.500 argentinos se reuniu na Praia de Copacabana, carregando uma réplica da taça e fazendo batucada. Na altura do posto 4, parte dos torcedores tentou ocupar uma das pistas da Avenida Atlântica, bloqueando a via. A Polícia Militar precisou intervir e usou gás de pimenta para dispersar o grupo, que gritavam provocações aos brasileiros, como “Maradona é maior do que Pelé”. No dia seguinte, mais uma pisada de bola dos hermanos: cerca de 30 deles, sem ingresso, invadiram o estádio. Vídeos publicados em redes sociais mostram como um grupo salta um dos portões, na altura da entrada do setor D (Estátua do Bellini). Nove foram detidos.

Leia também:

‘Constrangida’ com invasão, Fifa quer segurança reforçada

Chilenos invasores são ‘fanáticos’, não ‘delinquentes’, diz cônsul

Baderneiros argentinos são denunciados pelo MP

Nesta quarta, chilenos repetirem a cena lamentável. Quase uma hora antes do jogo contra a Espanha, cerca de cem torcedores forçaram uma grade de acesso ao centro de mídia do Maracanã e invadiram o local, deixando um rastro de destruição. Os seguranças do local não foram suficientes para impedir o acesso dos vândalos, que correram para a área reservada aos jornalistas. Alguns conseguiram passar por uma área de acesso restrito à beira do gramado e rapidamente se misturaram na arquibancada. A polícia conseguiu prender 85, que prestaram depoimento e receberam ordem de deixar o Brasil, sob pena de deportação sumária. O cônsul chileno, Samuel Ossa, saiu em defesa do grupo e disse que não se trata de “delinquentes”, mas sim “fanáticos por futebol”.

Continua após a publicidade

Os dois episódios constrangeram a entidade máxima do futebol, que deixou o quesito segurança bem distante do tão falado “padrão Fifa”. Todos os estádios do país devem receber reforço. O Maracanã recebe uma nova partida neste domingo, entre Bélgica e Rússia, com a missão de apertar ainda mais o cerco em torno dos baderneiros. Só se aproxima do estádio quem está com ingresso em mãos, mas essa verificação será mais minuciosa, disse ao site de VEJA o tenente-coronel Marcelo Rocha, chefe do setor de Planejamento Operacional da PM: “Temos detectado torcedores que entram na área restrita aos que têm ingressos usando bilhetes de jogos anteriores. Agora, vamos verificar a data de cada bilhete, o que certamente vai reduzir as tentativas de invasão”.

http://www.youtube.com/embed/acj4JBg-TPU
Invasão chilena

Cerca de 100 chilenos invadiram o Maracanã, quarta-feira, antes do jogo com a Espanha. Os seguranças não conseguiram conter o bando, que errou o caminho e chegou à sala de imprensa. Segundo a Secretaria de Segurança, 85 foram detidos. Eles têm 72 horas para deixar o país. Caso contrário, serão deportados. 

http://www.youtube.com/embed/-lqaRvKHwZI
Invasão argentina

Um grupo de 30 argentinos tentou invadir o Maracanã, domingo, antes do jogo com a Bósnia. Parte dos torcedores forçou a entrada por um portão e a outra parte pulou um muro. Nove foram capturados e presos por tentativa de invasão. O restante se misturou aos torcedores.

Torcedores da Argentina fazem festa no Rio de Janeiro
Torcedores da Argentina fazem festa no Rio de Janeiro VEJA

Cambistas vendem ingressos para a Copa bem perto do Maracanã
Cambistas vendem ingressos para a Copa bem perto do Maracanã VEJA

Torcedores da Argentina antes do jogo contra a Bósnia no Maracanã, no Rio
Torcedores da Argentina antes do jogo contra a Bósnia no Maracanã, no Rio VEJA

Continua após a publicidade


Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo de VEJA. Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app (celular/tablet).

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.



a partir de R$ 39,90/mês

MELHOR
OFERTA

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet. Edições de Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 9,90/mês

ou

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)