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TJ diz que invasão a fórum foi falha da segurança pública

Local foi alvo de ataques de criminosos que tentavam resgatar comparsas, na semana passada. Durante troca de tiros, PM e menino de 8 anos foram mortos

Por Leslie Leitão
4 nov 2013, 12h03

A presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, desembargadora Leila Mariano, fez duras críticas aos órgãos de segurança pública do estado nesta segunda-feira, quatro dias após um menino de 8 anos e um policial militar serem mortos em uma tentativa de resgate de presos no Fórum de Bangu, Zona Oeste do Rio. Para ela, falhas graves do governo permitiram que quinze criminosos planejassem a ação, coordenada pelo traficante Leandro Nunes Botelho, conhecido como Scooby Doo.

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“Onde estavam os órgãos de inteligência? Onde estavam os órgãos repressores?”, questionou ela, após uma reunião com desembargadores e juízes que atuam nas varas de Bangu. Leila prometeu buscar as respostas junto ao governador Sérgio Cabral e ao secretário estadual de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, com quem tem reunião marcada para esta terça-feira.

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A desembargadora observa que os bandidos conseguiram cruzar a cidade para chegar ao fórum sem serem incomodados. “Quinze homens andando por aí fortemente armados não é um problema do Tribunal de Justiça, mas de Segurança Pública”, enfatizou o presidente da Comissão de Segurança Institucional do TJ, o também desembargador Antônio Jayme Boente.

As declarações da presidente do TJ tinham a clara intenção de rebater as críticas da Secretaria de Segurança, que apontou falta de segurança no fórum de Bangu no dia em que criminosos foram chamados a prestar depoimento. “Beltrame está certo quando diz que cabe a nós solicitarmos a segurança para dentro do fórum. Isso foi feito. E a prova de que o policiamento que pedimos foi suficiente para a parte interna é o fato de os bandidos não terem sido resgatados.”

O caso serviu, ao menos, para que fosse retomada a discussão sobre o uso de tecnologia para evitar que presos perigosos deixem os presídios nessas ocasiões. “Temos de repensar esses trajetos de presos para os fóruns. Precisamos utilizar mais os meios eletrônicos, mas a proposta de videoconferência enfrenta muita resistência e críticas por parte de advogados e juristas, que defendem o contato físico do réu com o juiz”, destacou Leila.

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