Clique e Assine por apenas R$ 0,50/dia

Tiroteio entre policiais e traficantes fecha a Linha Amarela

Criminosos em fuga abriram fogo contra policiais no pedágio da via expressa. Dois suspeitos foram presos e um ex-militar, acusado de comandar quadrilha, conseguiu fugir

Por Leslie Leitão 16 ago 2012, 17h12

Uma troca de tiros entre policiais civis e traficantes parou a Linha Amarela, que liga o centro e bairros da zona norte do Rio à Barra da Tijuca, na zona oeste, por volta das 15h desta quinta-feira. O pedágio da via expressa chegou a ser interditado quando policiais da 21ª DP (Bonsucesso) abordaram dois carros em que estavam traficantes em fuga. Dois dos bandidos foram presos e o criminoso Marcelo Santos das Dores, conhecido como “Menor P”, conseguiu escapar roubando um terceiro veículo. A polícia acredita que ele esteja baleado, pois um dos veículos foi recuperado com marcas de sangue.

O grupo tinha escapado do complexo de favelas da Maré na manhã desta quinta-feira, onde havia uma grande operação envolvendo policiais militares e civis. O ‘bonde’ – comboio de traficantes – estava percorrendo as ruas da cidade em busca de abrigo, enquanto eram policiais vasculhavam bairros próximos.

Os policiais suspeitaram de dois veículos – um Toyota Corolla e um Kia Sportage – que ia da Barra da Tijuca em direção ao Centro. Ao abordarem os ocupantes dos veículos, os policiais foram alvo de tiros. Entre as armas apreendidas com os bandidos está um fuzil AK-47, arma de fabricação russa comumente usada no Afeganistão.

Os policiais conseguiram capturar Michel de Souza Malveiras, conhecido como Búfalo Bill, e um homem suspeito de ser “segurança” de Menor P. O caso está sendo registrado na 21ª DP.

No momento do tiroteio houve pânico e motoristas tentaram se abrigar deitando nos automóveis. Menor P é, na verdade, bastante crescido: Marcelo Santos das Dores tem cerca de 30 anos e é ex-paraquedista do Exército. Gosta de fazer com que seus comparsas usem roupas pretas e conseguiu, nos últimos anos, reunir aliados nas 11 favelas do complexo da Maré, uma área carente onde moram 130 mil pessoas.

Ele é apontado pela polícia como o responsável pela cobrança de propina a construtoras – entre elas a Queiroz Galvão e OAS – para permitir obras de construção de uma ponte na região. Para pressionar as empresas, o bando comandado pelo ex-militar promoveu uma série de ameaças, intimidações e um sequestro-relâmpago contra um funcionário.

LEIA TAMBÉM:

Dois mortos e três presos em operação policial no complexo da Maré

Continua após a publicidade
Publicidade