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Thor Batista entrega habilitação ao Detran do Rio

A pedido do Ministério Público, Justiça decidiu que filho do empresário Eike Batista deve ficar um ano sem conduzir automóveis

Com a habilitação suspensa pela Justiça do Rio, o estudante Thor Batista, filho do empresário Eike Batista, entregou a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ao Detran, pessoalmente, na tarde desta quinta-feira. Uma nota divulgada pelo Tribunal de Justiça do Rio informa que a juíza Daniela Barbosa Assumpção de Souza, da 2ª Vara Criminal de Duque de Caxias, aceitou a denúncia por homicídio culposo e suspendeu liminarmente o direito de Thor conduzir automóveis, a pedido do Ministério Público. A magistrada considerou também que “em pouco mais de dois anos, teve anotadas, em seu prontuário, onze infrações de trânsito, sendo nove por exceder a velocidade máxima permitida para a via em que transitava”.

A acusação de homicídio culposo, sem intenção de matar, é referente ao acidente em que o Mercedes-Benz McLaren te Thor atropelou Wanderson Pereira dos Santos. O acidente ocorreu na rodovia Washington Luis, na altura de Xerém, Baixada Fluminense. A suspensão vigora por um ano “tendo em vista a quantidade e a gravidade das infrações praticadas”. Nesse prazo, no entanto, os advogados de Thor poderão recorrer.

A denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro contra Thor por homicídio culposo ressaltou que outros episódios envolvendo o filho de Eike reforçam as irregularidades cometidas por ele enquanto dirige. O documento cita que o dia 6 de maio, quando a Ferrari do jovem foi apreendida por não circular com a placa dianteira. O MP pediu, de forma imediata e sem oitiva, a suspensão do direito de Thor de dirigir. “Pode-se concluir, pois, que o óbito de Wanderson, decorrente do atropelamento narrado na denúncia, não foi suficiente para incutir no denunciado a consciência de que as normas da lei 9503/1997 são impositivas e devem ser cumpridas, pois possuem uma relevante finalidade, qual seja, promover e garantir a segurança no trânsito. Se a morte de uma vítima não é capaz de alterar o comportamento da pessoa que lhe deu causa, outra saída não resta ao parquet senão a de requerer a suspensão da carteira de habilitação do denunciado a este ilmo. juízo.”

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