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Suzane Richthofen é liberada novamente para ‘saidinha’ de Natal

Detenta havia retornado à prisão do Tremembé ao ser flagrada em uma festa em Taubaté. Perdoada, ficará em liberdade até 3 de janeiro

Suzane von Richthofen reconquistou o benefício da saída temporária de fim de ano, apesar de ter descumprido uma norma no último sábado 22. A detenta, condenada a 39 anos de prisão por participação na morte de seus pais Manfred e Marísia von Richthofen, em 2002, deixou novamente a penitenciária feminina de Tremembé (SP), onde deve retornar no dia 3 de janeiro.

Na manhã de sábado, Suzane deixou a Penitenciária Santa Maria Eufrásia Pelletier e deveria seguir para a cidade de Angatuba, onde declarou residência. No entanto, ela foi vista em uma festa em Taubaté e, por desobedecer as normas da “saidinha”, foi reconduzida à prisão pela polícia local.

De lá, seguiu para uma audiência com o juiz de plantão para a análise da situação. E, segundo a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), após o julgamento, “foi restabelecido o benefício da saída temporária” para a detenta.

A saída temporária de Natal e Ano Novo é um benefício concedido a presos de regime semiaberto e com bom comportamento.  Suzane, de 35 anos, obteve a progressão do regime fechado para o semiaberto em outubro de 2015 e ganhou o direito a deixar a prisão pela primeira vez na Páscoa de 2016.

No ano passado, a Defensoria Pública, que representa a condenada, entrou com o pedido de progressão para o regime aberto, pelo qual a detenta cumpriria o resto do tempo da prisão em casa, mas a Justiça negou a solicitação, em setembro deste ano, após parecer do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) indicar que a presa ainda não reunia condições para voltar ao convívio social.

Segundo o parecer, exames psicológicos demonstraram que Suzane tem personalidade egocêntrica, narcisista e influenciável por condutas violentas. Com base nos testes, a promotoria criminal recomendou que a detenta fosse mantida presa, ainda que em regime prisional mais brando.