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Suspeito de matar mãe e quatro filhos é preso em SP

Boliviano Alex Pedrazza foi denunciado três vezes por violência doméstica pela namorada Dina Lopes da Silva, achada morta em Ferraz de Vasconcelos (SP)

Por Eduardo Gonçalves 17 set 2013, 21h42

O boliviano Alex Guinones Pedrazza, de 33 anos, foi detido na madrugada desta quarta-feira, após ter a prisão temporária decretada pela Justiça de São Paulo. Pedrazza foi levado para a carceragem da delegacia de Suzano, na Grande São Paulo. Ele é suspeito de matar a técnica em enfermagem Dina Vieira Lopes da Silva, de 42 anos, e seus quatro filhos, três meninas, de 7, 11 e 16 anos, e um menino de 12 anos – a família foi encontrada morta em casa na noite de segunda-feira em Ferraz de Vasconcelos, também na Região Metropolitana de São Paulo.

Namorada de Pedrazza, Dina já havia denunciado três vezes o boliviano por violência doméstica – a última aconteceu dois anos atrás. Foi ele que pediu ajuda aos vizinhos para chamar a polícia após, supostamente, encontrar a técnica em enfermangem e os filhos já sem vida.

Alex Pedrazza chegou ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) por volta das 17 horas desta terça-feira. Ele foi chamado pelo delegado Itagiba Franco, responsável pelo caso, para prestar depoimento e afirmou que pediu ajuda ao vigia do prédio para arrombar da porta do apartamento de Dina, porém não entrou no local. Pedrazza estava descalço – seu tênis foi enviado para análise da perícia, que acabou detectando traços de resíduos que estavam dentro do apartamento, o que contraria a versão do boliviano.

Investigação – Um assistente do delegado Franco disse que a investigação ainda está no começo e que a polícia trabalha com várias hipóteses. A tese mais forte, por enquanto, é de que a família foi vítima de envenenamento, pois os corpos foram encontrados em meio a vômitos e fezes.

O vizinho da família, Daniel Régis, que ajudou Pedrazza a arrombar a porta do apartamento para tentar salvar a família, disse que as vítimas foram encontradas em posições que indicam sofrimento. Uma das adolescentes foi encontrada contorcida dentro do box do banheiro e o menino de 12 anos estava encolhido sobre a cama, segurando um cobertor com força. O corpo da mãe estava estendido sobre a cama de casal e o das duas filhas mais novas estavam no sofá e no chão da sala.

Régis revelou também que sentiu cheiro de gás no apartamento e forte odor de bebida alcoólica que exalava da boca de Pedrazza. O vizinho disse ter estranhado a reação do boliviano, quando os dois constataram que todos estavam mortos. “Ele não esboçou nenhuma reação e ficou sentado esperando os policiais no lado de fora do apartamento.”

Segundo o boletim de ocorrência, uma jarra de suco, uma forma com bolo e uma panela de pressão com alimentos foram recolhidos para exames toxicológicos. Os corpos foram levados para o Instituto Médico Legal (IML) de Suzano, também na Grande São Paulo.

Atualizado às 10h30, de 18/09/2013

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