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Supremo autoriza investigação criminal contra Bethlem

Parlamentar confessou em áudios e vídeos para a ex-mulher, Vanessa Felippe, que recebia propina. Inquérito ficará a cargo da PF

Por Da Redação 8 ago 2014, 08h25

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quinta-feira a abertura de investigação criminal contra o deputado federal Rodrigo Bethlem (PMDB-RJ). Como revelou o site de VEJA, o parlamentar confessou em áudios e vídeos para a ex-mulher, Vanessa Felippe, que recebia propina de prestadores de serviço da prefeitura do Rio de Janeiro. Mendes atendeu a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. O inquérito ficará a cargo da Polícia Federal.

Bethlem foi homem forte do prefeito Eduardo Paes (PMDB) e comandou as secretarias de Ordem Pública, Assistência Social e Governo, de 2009 a 2014. Como ele possui foro privilegiado, apenas o procurador-geral da República pode pedir abertura de investigação criminal contra o parlamentar.

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Nas gravações, Bethlem dizia receber entre 65.000 e 70.000 reais da ONG Tesloo, contratada para administrar o cadastro único de programas sociais da prefeitura – usado para pagamento de programas como o Bolsa Família e o Cartão Família Carioca. O deputado disse para a ex-mulher que tinha uma renda mensal de cerca de 100.000 reais, quando recebia salário de 18.000 reais.

Em documento de quatro páginas enviado no dia 30 de julho ao Supremo, Janot sustenta que há indícios de corrupção passiva, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Bethlem também disse para a ex-mulher que tinha uma conta bancária na Suíça, cuja existência não foi informada para a Receita Federal.

A revelação do esquema de corrupção fez Bethlem desistir de concorrer à reeleição neste ano. Ele já teve os bens bloqueados pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro porque as gravações fizeram o Ministério Público do estado do Rio desconfiar de benefício pessoal ao deputado, com enriquecimento ilícito, nas contratações irregulares assinadas por ele na prefeitura. Bethlem também será investigado pela Câmara dos Deputados e pode ter o mandato cassado por quebra de decoro parlamentar, a pedido do PPS e do PSOL.

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