Clique e Assine a partir de R$ 9,90/mês

STF vai julgar pedido de prisão de Aécio na próxima terça

Na próxima terça, a mesma Turma, que decidiu manter Andrea Neves atrás das grades, analisará pedido de prisão da PGR contra senador afastado

Por Da redação Atualizado em 13 jun 2017, 18h23 - Publicado em 13 jun 2017, 18h05

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar na próxima terça-feira, dia 20 de junho, o pedido de prisão do senador Aécio Neves (PSDB-MG), presidente licenciado do partido. No mesmo dia, o colegiado também deve analisar se ele deve ou não permanecer afastado do cargo. A informação foi dada nesta terça-feira pelos advogados do tucano, Alberto Toron e Marcelo Leonardo.

O pedido de prisão preventiva partiu do Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, sob o argumento de que a medida cautelar é necessária para garantir a ordem pública e a instrução crimina. A procuradoria afirmou que o senador “vem adotando, constante e reiteradamente, estratégias de obstrução da (…) Operação Lava Jato, seja por meio de alterações legislativas para anistiar ilícitos ou restringir apurações, seja mediante interferência indevida nos trabalhos da Polícia Federal, seja através da criação de obstáculos a acordos de colaboração premiada relacionados ao caso”.

Em 18 de maio, quando a Operação Patmos foi deflagrada com base na delação da JBS, o ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no STF, negou a prisão do senador, determinando apenas o seu afastamento do cargo e a entrega do seu passaporte. A PGR, então, recorreu da decisão monocrática de Fachin. Depois, o inquérito contra o Aécio foi separado do processo também envolve o presidente Michel Temer e o deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR); e o caso foi parar nas mãos do ministro Marco Aurélio Mello.

Além de Marco Aurélio, fazem parte da Primeira Turma os ministros Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber e Luiz Fux. Essa mesma Turma decidiu nesta terça-feira, por 3 votos a 2, manter a prisão da irmã de Aécio, Andrea Neves. Além dela, continuam presos o primo de Aécio Frederico Pacheco e o advogado Mendherson Souza Lima, ex-assessor do senador Zezé Perrela (PMDB-MG). 

 A PGR já denunciou o senador por corrupção passiva e obstrução de Justiça por ter pedido e recebido 2 milhões de reais de propina do dono da JBS, Joesley Batista, que fechou acordo de delação premiada com a procuradoria. Em ações controladas da Polícia Federal, o primo do senador foi filmado pegando o dinheiro das mãos do diretor de Relações Institucionais da JBS — e delator premiado — Ricardo Saud, enquanto o parlamentar e a sua irmã foram gravados pedindo os valores. 

O parlamentar afirmou que Joesley fez uma “armação” contra ele para conseguir o acordo de colaboração e explicou que os 2 milhões de reais foram pagos como um “empréstimo legal”. 

 

 

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo de VEJA. Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app (celular/tablet).

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.



a partir de R$ 39,90/mês

MELHOR
OFERTA

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet. Edições de Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 9,90/mês

ou

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)