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STF ouve perito ignorado pela PF em inquérito contra Pedro Paulo

Pré-candidato à prefeitura do Rio é investigado por lesão corporal. O deputado agrediu ex-mulher com socos e chutes em fevereiro de 2010

Antes de decidir sobre o arquivamento da investigação contra o deputado federal e pré-candidato à prefeitura do Rio pelo PMDB Pedro Paulo Carvalho, por agressão à ex-mulher, o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que seja ouvido o perito que assinou o primeiro laudo do caso.

Fux atendeu a um pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, diante da recomendação da Polícia Federal para que o inquérito seja arquivado. Janot disse que não tinha como opinar sobre o assunto sem ouvir o que o perito Francisco Mourão tem a dizer. O ministro também designou um juiz convocado pelo STF para colher o depoimento do profissional.

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Mourão é responsável pelo primeiro atendimento à Alexandra Marcondes, ex-mulher de Pedro Paulo, ocorrido horas depois da alegada agressão. No inquérito, a PF colheu apenas o depoimento do perito Roger Ancilotti, contratado pelo deputado. Janot classificou a diligência como um “equívoco”.

O relatório da PF, assinado pelo delegado Luciano Soares Leiro, de Brasília, apontou que o parecer do perito contratado por Pedro Paulo põe em dúvida o trabalho feito por Mourão e que, por isso, não havia como afirmar se o deputado havia de fato agredido a ex-mulher. O delegado também considera o depoimento de Alexandra inconclusivo.

O deputado e pré-candidato é investigado por lesão corporal. O registro da agressão, feito junto à Polícia Civil em 2010, se refere a uma briga no final da tarde do dia 6 de fevereiro daquele ano, quando Pedro Paulo ocupava o posto de secretário da Casa Civil de Paes. A ocorrência aponta que Pedro Paulo deu socos no rosto e chutes no corpo da ex-mulher. No documento, ela disse que o ex-marido “a jogou na parede e depois no chão, agarrando-a pelo pescoço e sacudindo-a”.

(Com Estadão Conteúdo)