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STF julga cúpula do Banco Rural por lavagem de dinheiro

Maioria dos ministros condenou Kátia Rabello, José Roberto Salgado e Vinícius Samarane por gestão fraudulenta. Eles são acusados de simular empréstimos

Por Laryssa Borges 10 set 2012, 09h52

Depois de confirmar a condenação de pelo menos oito réus do mensalão, o Supremo Tribunal Federal (STF) volta a julgar nesta segunda-feira a cúpula do Banco Rural, instituição financeira que liberou recursos ao esquema por meio de empréstimos fraudados. A conduta dos executivos Kátia Rabello, José Roberto Salgado e Vinícius Samarane, já condenados por gestão fraudulenta, será analisada agora pelo relator do caso, ministro Joaquim Barbosa, sob o olhar de possível lavagem de dinheiro.

Os banqueiros, aliados ao publicitário Marcos Valério, seus sócios e funcionários, são acusados pelo Ministério Público de simular empréstimos no valor total de 32 milhões de reais e tentar dar ares de veracidade na liberação desses recursos. Parte do montante foi, conforme a acusação, utilizada para corromper parlamentares durante o governo Lula.

Alguns ministros, ao analisar a conduta da cúpula do Banco Rural na acusação de gestão fraudulenta, já avançaram e deram sinais de que vão apenar os réus também por lavagem de dinheiro. O ministro Luiz Fux, por exemplo, disse que a instituição financeira atuou no mensalão como “uma verdadeira lavanderia”.

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Para evitar novos reveses, os advogados Márcio Thomaz Bastos e José Carlos Dias, dois dos mais caros defensores dos réus, apostam que os ministros do STF não deverm condenar os executivos sob pena de incidir no princípio do bis in idem, ou seja, uma dupla penalidade para um mesmo ato criminoso. Por já terem sido condenados por gestão fraudulenta na falsificação dos empréstimos, eles não poderiam ser apenados por lavagem de dinheiro pela fraude na concessão dos mesmos créditos.

No capítulo destinado à analise da lavagem de dinheiro no Rural, ainda figuram como réus o publicitário Marcos Valério, seus sócios Ramon Hollerbach e Cristiano Paz, o advogado Rogério Tolentino e as funcionárias de Valério nas agências de publicidade, Simone Vasconcelos e Geiza Dias.

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