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STF convoca executivos da Odebrecht para confirmar delações

Até sexta-feira, os 77 delatores ligados à empreiteira serão ouvidos por juízes do gabinete do ministro Teori Zavascki, morto em um acidente de avião

Os 77 executivos do Grupo Odebrecht começaram a desembarcar nesta quarta-feira em Brasília para a última etapa da homologação da “delação do fim do mundo” na Operação Lava Jato. Na terça-feira, a pedido da Procuradoria-Geral da República, a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), a ministra Carmém Lúcia,  deu sinal verde aos assessores do ministro Teori Zavascki, morto em um acidente de avião no dia 19 em Paraty (RJ), para continuar o processo da colaboração. Dois advogados, que participam diretamente da negociação confirmaram, reservadamente a VEJA, que os seus clientes foram convocados para confirmar o acordo.

A delação dos colaboradores só pode ser homologada depois que eles confirmarem a juízes indicados pelo STF que os depoimentos feitos à PGR no ano passado foram de livre e espontânea vontade e se os termos descritos no documentos estão corretos. De acordo com os advogados, essa etapa não dura mais de que 30 minutos. Depois, o caminho natural do processo seria o ministro-relator, que era Teori, analisar se as penas e os valores a serem pagos estão compatíveis com o crime antes de decidir se homologa ou não as delações.  

Contudo, com a morte de Teori, a decisão de quem homologará a delação está indefinida. Ao entrar com o pedido para que o STF tratasse o acordo da Odebrecht em caráter de urgência, a PGR abriu a possibilidade de Cármen Lúcia, como plantonista da Corte durante o recesso, assumir o caso. Porém, a ministra ainda não definiu o que vai ser feito e a homologação em caráter de urgência divide os ministros.

Outra alternativa é concluir a confirmação dos acordos e dar prosseguimento à homologação depois que o caso tiver um novo relator. A hipótese mais forte até agora é a da redistribuição por sorteio, que poderá ser feita entre os integrantes da segunda turma do Supremo, na qual Teori atuava e que conta com os os ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli, ou entre todos os ministros.

 

Comentários

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  1. Gilberto Goncalves

    Mais da metade dos juizes restantes nao é isenta para “relatar” a Lava-Jato. Por muitos anos os juízes foram indicados pelo PT com graves danos à idoneidade do STF. Gilmar Mendes (PSDB) é outro desonesto. O Brasil é como Marisa Letícia… danos irreparáveis no cérebro, vegetando.

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  2. Rogério James de andrade

    É impressionante como a malandragem é escancarada.Quer dizer que a presidente do STF, uma mulher de fibra,plantonista durante as férias dos magistrados não pode homologar com urgência as denúncias da Odebrecht?Querem ir pro sorteio porque dos 4 só resta 1.Adeus lava jato! Só nos resta invadir Brasília.

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  3. Helio Carneiro

    Vamos ver até onde vai o comprometimento de Carmem Lúcia com sua consciência e com o país…

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  4. Definitivamente Louco

    O Supremo tem que cancelar a delação da Camargo Correa por esconder coisas que apareceram na da Odebrech, e não pode homologar a da Odebrech, pois não estão fornecendo a senha para entrar nos dados da propina. Cadeia neles, isso sim.

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  5. Até aqui, a ministra Cármen Lúcia está agindo com destreza e dentro da lei, e que continue a fazer tudo que estiver a seu alcance, com celeridade. A propósito, seria bom que o Sr. Janot fizesse uma boa faxina na própria gaveta e agisse também com a mesma celeridade, que está a exigir da ministra.

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  6. Glautio Bindo

    STF=facção criminosa em conjunção com a OAB.

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