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SP: principal obra contra o racionamento terá de passar por ajustes

Força da água na transposição da Represa Billings para o Sistema Alto Tietê inundou ruas e casas na semana passada em Ribeirão Pires, na Grande São Paulo

Depois de inundar ruas e casas em Ribeirão Pires, na Grande São Paulo, a transposição de água da Represa Billings para o Sistema Alto Tietê – principal obra do governo Geraldo Alckmin para evitar o desabastecimento na região metropolitana do Estado – precisa de uma nova obra para funcionar como o prometido, informa a edição desta terça-feira do jornal Folha de S. Paulo. A interligação teve custo de 130 milhões de reais e estava prometida para maio deste ano, mas só foi entregue no fim de setembro.

A promessa era de que 4.000 litros de água por segundo seriam transportados de um sistema ao outro por meio de uma tubulação de 9 quilômetros. Mas a força da água inundou ruas e fábricas da cidade e provocou a interdição de três casas pela Defesa Civil na semana passada. Por causa disso, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) reduziu o bombeamento para até 1.000 litros por segundo.

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Para voltar ao ritmo prometido, será necessário refazer uma estrutura, conhecida como caixa de dissipação, onde a água desemboca. Segundo engenheiros do Departamento de Águas e Energia (Daee), vinculado ao governo estadual, essa caixa, que fica entre a tubulação e o córrego, não funcionou como era esperado. A estrutura é semelhante a uma escada e serve para diminuir a força da água.

Para evitar que a terra deslize e caia no leito, também será preciso reforçar a margem da obra, construindo paredes de pedras. Elas ficarão ao longo do percurso do córrego, por cerca de 200 metros. De acordo com a Folha, o Daee não soube informar os custos das reformas no córrego. Técnicos do governo também disseram que já esperavam ter de fazer adaptações e correções de defeitos.

(Da redação)