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SP: 78 são presos em protesto do Movimento Passe Livre

PM diz que coronel foi agredido e teve a pistola roubada por "criminosos travestidos de manifestantes"

O protesto convocado pelo Movimento Passe Livre (MPL) na noite desta sexta-feira terminou em quebra-quebra. Setenta e oito pessoas foram detidas. O coronel da Polícia Militar Reynaldo Rossi, comandante da corporação no centro da cidade, ficou ferido na cabeça. Segundo nota oficial da PM, ele foi agredido e teve o radiocomunicador e a arma, uma pistola .40, roubados por “criminosos travestidos de manifestantes”. A polícia acusa os black blocs de tentar matar o coronel Rossi. O oficial “teve a clavícula quebrada e muitas escoriações na região da face e cabeça, sendo socorrido ao Hospital das Clínicas juntamente com seu auxiliar, soldado da PM que teve ferimentos e passa por atendimento médico”, informa o comunicado.

As detenções foram feitas depois do quebra-quebra que tomou conta do Terminal Parque Dom Pedro II, no centro de São Paulo, onde mascarados atearam fogo em ônibus e depredaram catracas, bilheterias e caixas eletrônicos. Em seguida, os vândalos atacaram a subprefeitura da Sé, na rua Álvares Penteado. A estação de ônibus foi liberada por volta das 22 horas, de acordo com a SPTrans. Segundo a PM, alguns mascarados roubaram cerca de 1.500 reais de uma cabine de venda de bilhetes. Cerca de quinze caixas eletrônicos foram danificados.

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Protesto – Os manifestantes se concentraram na Praça Ramos, em frente ao Theatro Municipal, por volta das 19 horas, e saíram de forma pacífica rumo ao Largo São Francisco; cerca de 600 pessoas e 100 black blocs formavam o protesto que reivindicou “tarifa zero” para o transporte público. De acordo com a PM, alguns manifestantes levaram crianças.

O confronto com a polícia teve início quando o protesto chegou ao Terminal Parque Dom Pedro II, onde vândalos incendiaram ônibus e quebraram dezenas de caixas eletrônicos e lojas. As bilheterias do terminal também foram destruídas e pichações foram feitas em plataformas e ônibus.

Ao todo, o protesto reuniu cerca de 3.000 pessoas, de acordo com a PM. Este é o quarto protesto promovido pelo MPL nesta semana. Os três anteriores ocorreram na periferia da Zona Sul por melhorias no transporte público da região.

(Com Estadão Conteúdo)