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SP: 10 menores detidos por dia no primeiro trimestre

Número de apreensões de menores de 18 anos aumentou mês a mês neste ano, passando de 279 em janeiro para 345 em março

Por Da Redação
30 abr 2013, 09h24

Dez adolescentes foram detidos por dia na capital paulista, em média, nos três primeiros meses deste ano. O número de apreensões de menores de 18 anos aumentou mês a mês no período, passando de 279 em janeiro para 345 em março. De todas as prisões feitas na cidade, os adolescentes aparecem em 8,1% dos casos, segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP).

A divulgação dos números ocorre no momento em que adolescentes envolvidos em crimes graves reacenderam a discussão sobre a redução da maioridade penal. Na quinta-feira, a dentista Cinthya Magaly Moutinho de Souza, de 46 anos, foi queimada viva por um jovem de 17 anos durante assalto a seu consultório em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. No domingo, um adolescente da mesma idade – fugindo em carro roubado – atropelou e matou uma garota no Jaraguá, Zona Norte.

O endurecimento das penas para infratores já estava em discussão desde o dia 9, quando o estudante Victor Hugo Deppman, de 19 anos, foi assassinado no Belém, Zona Leste, por um adolescente de 17 anos que estava a três dias de completar 18. O crime motivou uma série de protestos.

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Os novos números da SSP mostram que no primeiro trimestre deste ano 911 adolescentes foram detidos – em flagrante ou após o cumprimento de mandado judicial. No mesmo período, foram presos 10.341 adultos na capital. O governo não divulgou o número de apreensões em trimestres anteriores.

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Tendência – Para especialistas, três meses é um período muito curto para avaliar se a tendência é realmente de alta. “Uma análise consistente precisa de pelo menos alguns anos”, avalia o consultor em segurança José Vicente da Silva, lembrando que algumas quadrilhas chamam menores para cometer crimes já que a pena deles será menor.

O Congresso avalia proposta de alteração do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) encaminhada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), que prevê penas maiores a jovens que cometem crimes graves ou são reincidentes. “O adolescente tem de ter medo da punição. Crimes violentos demandam resposta à sociedade”, diz a procuradora Luiza Eluf, que participou da revisão do Código Penal e é favorável à mudança no ECA.

A redução na maioridade, segundo ela, é um tema mais delicado.Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, nesta segunda-feira, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, se posicionou contra a redução. “Quem achar que com varinha mágica vai resolver o problema da criminalidade está escondendo da sociedade os reais problemas”, afirmou.

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(Com Estadão Conteúdo)

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