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Skinhead acusado de matar punk tem prisão decretada

Guilherme Oliveira, de 20 anos, foi amigo da vítima e integra um grupo de neonazistas. Delegacia especializada em delitos de intolerância investiga o caso

Nesta sexta-feira, a Justiça pediu a prisão temporária de cinco dias do skinhead Guilherme Lozano Oliveira, 20 anos. Ele é apontado pela Polícia Civil como o responsável por matar a facadas o punk Johni Raoni Falcão Galanciak, 25 anos. O crime aconteceu em 3 de setembro, um sábado, em frente à casa de shows Carioca Club, em Pinheiros, na Zona Oeste da capital, pouco antes do show da banda britânica Cock Sparrer.

Embora admita que estava no local, Guilherme nega ter cometido o assassinato. Segundo ele, Galanciak era seu “ex-amigo”. “Ele fala que foi amigo da vítima, mas que estavam afastados porque um continuava a ser punk e o outro tinha procurado um novo grupo”, disse a delegada Margarette Barreto, titular da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) e responsável pelo inquérito.

A polícia chegou até o skinhead ─ de idelogia neonazista e cujo apelido é Guilherme 13 ─ depois de ouvir cerca de 20 pessoas que testemunharam a pancadaria naquele sábado. “Guilherme é um ex-punk que agora integra um grupo neonazista”, disse Margarette. “Ele já foi detido em outra oportunidade e consta dos cadastros da Decradi”.

No início deste ano, Guilherme se envolveu em uma briga com outros jovens em Osasco, na Região Metropolitana de São Paulo. O skinhead traz na pele tatuagens que o caracterizam tanto como um punk como um neonazista. Os dois grupos são tradicionais rivais. Guilherme também tem um fuzil Ak-47 tatuado na testa.

(Com Agência Estado)

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