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Sindicalistas paralisam transporte e bancos em protesto

Centrais sindicais protestam contra o projeto de lei da terceirização e as medidas provisórias de Dilma que restringem benefícios trabalhistas

Por Da Redação 29 Maio 2015, 09h48

Sindicalistas paralisaram o transporte e realizaram protestos em 22 Estados do país e no Distrito Federal nesta sexta-feira contra a terceirização e as medidas provisórias propostas pela presidente Dilma Rousseff para restringir acesso a benefícios trabalhistas – e assim cortar custos. A paralisação organizada pelas centrais sindicais afetou o deslocamento de pessoas pela manhã, principalmente, em São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Goiás e Bahia. Agências bancárias e rodovias também foram bloqueadas pelos sindicalistas.

Capitaneado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), entidade ligada ao PT, o Dia Nacional de Paralisações e Manifestações já teve atos no Rio de Janeiro, Espírito Santo, Maranhão, Pará, Mato Grosso do Sul, Amazonas, Roraima, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Alagoas, Amapá, Paraná, Santa Catarina, Sergipe e em Tocantins. Também organizam a paralisação a Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil (CTB), a Intersindical, os movimentos de trabalhadores sem terra (MST) e sem teto (MTST), além da União Nacional dos Estudantes (UNE) e do coletivo Juntos, ligado ao PSOL.

Na Grande São Paulo, funcionários da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) impediram a circulação das linhas intermunicipais. Na capital paulista, manifestantes bloquearam, por volta das 7 horas, a Praça da Bandeira, onde funciona um terminal de ônibus no Centro, e devem se concentrar ao longo do dia para protestar na Avenida Paulista. Um trecho da Rodovia Anhanguera ficou bloqueado por uma barricada de pneus em chamas, em Cajamar (SP).

Em Porto Alegre (RS), os sindicalistas desrespeitaram decisão da Justiça e não permitiram a circulação do metrô e de linhas de ônibus. Todas as estações de metrô foram fechadas à meia-noite desta sexta-feira em Belo Horizonte (MG), assim como alguns terminais de ônibus da capital mineira. O Sindicato dos Metroviários de Minas Gerais disse que o metrô ficará 24 horas sem funcionar.

Na Paraíba, professores, servidores federais, estaduais e municipais e funcionários do comércio aderiram à paralisação da CUT. Os ônibus que atendem à população de Recife (PE) devem ficar na garagem até às 23h30 desta sexta-feira, segundo o Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários. O metrô só funcionará das 16 horas às 20 horas.

Em Goiânia, as centrais sindicais bloquearam as garagens de ônibus do Eixo Anhanguera e os ônibus só voltaram a circular às 8 horas, após quatro horas de paralisação. Na Bahia, desde as 5 horas, sindicalistas bloquearam o quilômetro 10 da BA-535 (Via Parafuso) e atearam fogo em objetos inflamáveis, o que obstruiu a via. O Sindicato dos Ferroviários e Metroviários da Bahia e Sergipe (Sindiferro) também aderiu aos protestos e o transporte sobre trilhos não funcionou pela manhã.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal, os manifestantes bloquearam trechos da BR-101 em Serra (ES) e em Alagoas – em Maceió, os ônibus ficaram sem circular no início da manhã. Em greve desde o último dia 22, o Sindicato de Policiais Civis de Alagoas (Sindpol) também aderiu ao movimento.

Na Bahia, além da BR-101, os sindicalistas ocuparam faixas da BR-324. Por volta das 6h da manhã, metalúrgicos interromperam o trânsito na BR-116 em Caxias do Sul (RS). Em São Luís (MA), eles interditaram a BR-135, e em Congonhas (MG), a BR-040, que vai do Rio de Janeiro a Brasília.

(Da redação)

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