Setor de petróleo faz alerta ao governo Lula sobre risco de apagão de combustíveis no Norte
Documento do IBP enviado a ministérios aponta que seca no Rio Tapajós e entraves burocráticos ameaçam abastecimento de 7,5 milhões de pessoas
As hidrovias na Região Norte do Brasil podem travar devido às projeções climáticas e à ausência de manutenção no Rio Tapajós, um dos principais afluentes do Rio Amazonas. O cenário ameaça o fluxo de combustíveis para o abastecimento de cerca de 7,5 milhões de habitantes.
O alerta já é válido para setembro. O setor de petróleo monitora a situação e manifestou formalmente ao governo federal preocupação com o cenário. O Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) enviou a diversos ministérios de Lula o alerta de que o impasse ambiental é potencializado por entraves burocráticos e políticos — como o recente veto a investimentos privados (proposta que previa a injeção de R$ 50 milhões) para viabilizar a navegabilidade em sete pontos críticos do curso das águas.
O IBP cita que os efeitos prolongados do fenômeno El Niño, no segundo semestre de 2026, estreitam a janela para a dragagem de manutenção preventiva do Tapajós. A situação impõe a necessidade emergencial de ações para evitar um desabastecimento generalizado, além do isolamento produtivo e social durante a estiagem.
Estima-se que, apenas pelo corredor logístico Miritituba-Santarém, sejam movimentados 1,36 milhão de metros cúbicos de combustíveis anualmente.






