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Servidora da Receita de São Paulo pode ter violado IR de tucano

Analista tributária do ABC paulista é investigada pela Corregedoria do órgão

Por Da Redação - 21 jul 2010, 10h32

Uma analista tributária da Receita Federal em Santo André e São Bernardo do Campo, no ABC paulista, está sendo investigada na condição de principal suspeita de violação de sigilo fiscal dos dados da declaração do Imposto de Renda (IR) do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Caldas Pereira. A corregedoria não revela o nome nem confirma se é uma funcionária, sob a alegação de que a investigação é protegida por sigilo legal.

Encarregada da apuração de delitos internos cometidos no caso, a corregedoria da Receita informa apenas que o processo administrativo disciplinar investiga uma única pessoa, por suspeita de ter feito acesso imotivado aos dados de Eduardo Jorge. “Posso dizer apenas que o investigado é servidor do quadro”, disse ontem ao jornal O Estado de S. Paulo o corregedor Antônio Carlos D�Ávila.

Para o PSDB e o próprio Eduardo Jorge, os dados do IR seriam inseridos em um dossiê montado pelos aliados de Dilma Roussef, candidata à presidência pelo PT, para atacar o candidato tucano José Serra. A denúncia é negada pela petista. A apuração interna do caso começou no dia 2 de julho e a corregedoria garante que será concluída antes das eleições. O investigado tem 120 dias para se defender e, se considerado culpado, poderá ser demitido e responder a processo criminal na Justiça.

Espionagem – A informação de que havia um grupo de espionagem no comitê da campanha de Dilma foi publicada em junho pela revista VEJA. O objetivo dos espiões seria vasculhar a vida dos adversários políticos ligados a José Serra. O jornal Folha de S. Paulo informou que a principal vítima seria Eduardo Jorge, de quem o jornal teve acesso às declarações de Imposto de Renda de 2008 e 2009, com documentos saídos diretamente da Receita.

(Com Agência Estado)

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