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Serra compara ação de petistas na internet a tropa nazista

Candidato tucano afirmou que força do PT está condicionada à permanência no poder: “O PT é um partido de máquina. Tirou do governo acabou”

O candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo, José Serra, subiu o tom contra o PT nesta sexta-feira. Em palestra para cerca de cem correligionários no diretório estadual tucano, na capital, Serra enumerou atos de “baixaria” cometidos por petistas durante campanhas eleitorais e criticou a forma de governar do partido adversário. A reação de Serra acontece depois de integrantes da Juventude do PSDB terem se feito passar por estudantes de universidades federais e protestado com cartazes em evento de campanha de Fernando Haddad, candidato do PT à prefeitura, na quarta-feira. O coordenador de campanha de Haddad, Antonio Donato, chamou a ação de “fascista”. Nesta sexta, Serra revidou. Leia também: Serra a VEJA: ‘Quero debater a cidade, não especular sobre 2014’ O tucano comparou os ativistas que o atacam nas redes sociais a nazistas. “Basta você olhar o jogo sujo na internet, uma verdadeira tropa de assalto na internet. A SA nazista hoje tem outra configuração no Brasil atual. É via internet”, disse em referência à força paramilitar nazista que perseguia adversário na Alemanha dos anos 30. A plateia era formada, sobretudo, por candidatos a vereador pela coligação e Serra disse que queria alerta-los para o modo de ação dos adversários. Ele rememorou os episódios do Dossiê dos Aloprados, das eleições de 2006, e do vazamento do sigilo fiscal de sua filha, em 2010. Disse ainda ter sido alvo de recorrentes atos de violência dos petistas. “Eles têm tradição na violência e na baixaria.” Serra disse ter sido atacado por um grupo de apoiadores de Aloizio Mercadante nas eleições de 2006, quando concorria ao governo do estado, após um debate na TV. “Na saída de trás do prédio, tinha uma tropa do Mercadante que veio para o tapa, brigaram, teve socos. Vieram simplesmente agredir, empurrar o carro. O troço é violência.” O tucano classificou o PT como um “partido de máquina”. “O PT é um partido de máquina. Tirou do governo acabou. Está inteiramente, de cima a baixo, na máquina.” Acusou ainda os adversário de copiarem suas ideias – motivo pelo qual disse não ter divulgado todas as suas propostas de campanha. “Não coloquei todas as ideias na internet porque os outros passam a mão.” Ele rememorou os exemplos de um programa de assistência a gestantes e outro de educação técnica e profissionalizante que foram “copiados” pela hoje presidente Dilma Rousseff na campanha de 2010. “Na campanha presidencial nós apresentamos a ideia da Mãe Brasileira. Quinze dias depois a Dilma veio com a Mãe Cegonha. Evidentemente, até hoje a cegonha não chocou o ovo.” Serra pediu que os candidatos a vereador estejam atentos para a disseminação de boatos durante a campanha. “É um a cada dois ou três dias, para ver o que pega. A gente tem de estar sempre prevenido.” Aproveitou para rebater a informação de que há crise no PSDB. “Há uma exploração permanente de divisão no nosso partido. Não tem divisão nenhuma. O que tem são dois ou três hortelões que ficam plantando. Como isso gera assunto, vai prosperando.” Logo que apresentou seu nome para concorrer à prefeitura, Serra foi alvo de críticas de um grupo do partido ligado ao secretário estadual de Energia, José Aníbal. Para o candidato, a questão está superada. “Estamos cada vez mais unidos. É todo mundo amigo desde criancinha.” Bom humor – Apesar da fala mordaz, Serra estava de bom-humor. Cumprimentou e tirou fotos com todos que o abordaram e não economizou nos sorrisos e apertos de mão. Vestia um terno de lã recém-saído da loja – ainda com etiqueta no bolso interno e com a fenda da parte de trás alinhavada com linha branca. Alertado sobre a gafe, arrancou a etiqueta do terno. Em seguida, seguiu de helicóptero para a zona leste da cidade, para gravar imagens aéreas para a propaganda eleitoral gratuita, que começa em agosto.