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‘Serial killer’ vai para presídio de segurança máxima

Ele ficará isolado dos outros presos porque já manifestou vontade de matar novamente e tentou suicídio na delegacia, segundo a polícia

Por Da Redação 22 out 2014, 19h11

O vigilante Thiago Henrique Gomes da Rocha, 26 anos, assassino confesso de 39 pessoas em Goiânia (GO), foi encaminhado nesta quarta-feira para a ala de segurança máxima do Complexo Penitenciário de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital goiana. Ele ficou preso numa cela da Delegacia de Narcóticos (Denarc) durante oito dias. Nesse período, assumiu a autoria de 39 homicídios, descrevendo-os com frieza e detalhes para os policiais.

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Na saída da delegacia, Thiago foi escoltado por 20 agentes da Polícia Civil em quatro veículos. Mesmo algemado e imobilizado pelo braço por dois policiais, ele conseguiu agredir um fotógrafo com um chute.

O assessor de comunicação da Polícia Civil, o delegado Norton Ferreira, disse que nos oitos dias em que esteve preso no Denarc, Rocha apresentou sucessivas mudanças de humor. Na última semana, ele tentou se matar dentro da cela, cortando os pulsos com uma lâmpada quebrada.

No presídio, ele ficará isolado dos outros presos até na hora do almoço e do banho de sol. As precauções foram tomadas porque, segundo a polícia, ele manifestou o desejo de matar novamente. O delegado também disse que os inquéritos estão quase concluídos e que, se for preciso, farão mais interrogatórios no presídio. A Polícia Civil montou uma força-tarefa com dezesseis delegados para apurar os homicídios.

Nesta semana, a polícia encontrou indícios de que o vigilante recebeu dinheiro para matar duas pessoas. Ele teria recebido 1.000 reais para atirar contra um comerciante e 3.000 para assassinar uma funcionária pública. Nesta terça-feira, o resultado de dois exames de balística da arma confirmaram que as balas que mataram Ana Maria Victor Duarte e Mauro Ferreira Nunes foram disparadas pela arma apreendida com Rocha. Desta forma, oito dos 39 homicídios confessados foram confirmados com provas analisadas pela perícia.

(Com Estadão Conteúdo)

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