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Serial killer de Goiânia matou dois por dinheiro, crê polícia

Perfil psicológico do vigilante que confessou 39 mortes começará a ser traçado nesta quarta-feira

Por Da Redação 22 out 2014, 11h17

A Polícia Civil de Goiânia acredita que o vigilante Tiago Henrique Gomes da Rocha, de 26 anos, preso após confessar a autoria de 39 mortes, tenha matado duas pessoas por dinheiro neste ano – um comerciante e uma funcionária pública. Pelas mortes ele teria recebido 1.000 e 3.000 reais, respectivamente.

Os nomes de quem encomendou as mortes e outros detalhes da suposta atuação de Rocha como matador de aluguel ainda estão sob sigilo para não prejudicar as investigações. Com os resultados, o número de mortes com provas confirmadas passa para oito, dos 39 assassinatos que Rocha confessou. A perícia constatou que conferem com o revólver calibre 38 usado pelo vigilante os exames dos projéteis recolhidos dos corpos da assessora parlamentar Ana Maria Victor Duarte, de 26 anos, e do comerciante Mauro Ferreira Nunes, de 51 anos.

Ana Maria foi assassinada em uma sexta-feria, dia 14 de março, em uma sanduicheria na frente do namorado e de uma amiga, no Setor Bueno. Nunes foi morto em uma loja na Cidade Jardim duas semanas depois, também em uma sexta, dia 28 de março.

As outras seis vítimas que tiveram exames de balística confirmados foram Ana Lídia de Souza Gomes, Isadora Cândida, Rosirene Gualberto, Thamara da Conceição, Juliana Dias e Thaynara Rodrigues Cruz. Elas fazem parte da lista que o vigilante enumerou durante interrogatório, memorizando a ordem das mortes. Como ele mesmo contou à polícia, Ana Maria “foi a 23”, enquanto o comerciante Mauro foi a vítima número 38.

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Perfil – Está previsto para começar na tarde desta quarta o levantamento do perfil psicológico do vigilante. O trabalho será conduzido pelo psicólogo forense da Polícia Científica de Goiás, Leonardo Faria. Será avaliado se o vigilante sofre de alguma desordem no sistema nervoso, se é portador de alguma anomalia ou trauma físico com dano cerebral que tenha causado alterações no lobo frontal – área onde são organizadas as ações, movimentos e o pensamento abstrato.

Faria explicou que algumas patologias podem causar delírios e despertar transtorno de personalidade antissocial, a chamada psicopatia. O psicólogo vai fazer uma entrevista usando questionários estruturados (escalas) que permitem um diagnóstico para confirmar se o comportamento frio do vigilante pode ser tentativa de manipulação por parte de Rocha. Faria também vai ponderar sobre possíveis reflexos de abuso sexual na infância, citado pelo vigilante, no comportamento antissocial dele.

(Com Estadão Conteúdo)

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