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Sequestro de paulista no Rio era uma farsa, diz polícia

Adolescente mentiu para se vingar do namorado, chefe do tráfico de drogas

Por Da Redação 10 out 2012, 14h29

A história contada por uma adolescente, que dizia ter sido sequestrada em Guarulhos, São Paulo, e mantida refém por 40 dias em uma favela do Rio de Janeiro não passa de uma farsa. De acordo com o delegado Júlio César Vasconcellos da Costa, da 50ª DP (Itaguaí), a jovem de 16 anos inventou tudo para se vingar do namorado, um traficante que foi preso acusado do crime que nunca existiu. A polícia concluiu o caso após ouvir três depoimentos na terça-feira.

Levada para a delegacia depois de pedir ajuda a agentes Polícia Rodoviária Federal no último dia 4, a menina afirmou em depoimento ter sido sequestrada em São Paulo e levada no porta-malas de um carro para uma favela de Itaguaí, na Baixada Fluminense, onde teria sido obrigada a embalar drogas. Durante o período, ela dizia ter sofrido abuso sexual. Aos policiais, contou ainda ter aproveitado um momento de distração dos criminosos para fugir e disse que outra menina ainda estaria em poder deles.

Dois suspeitos foram presos: Michael Gouveia Ramos da Silva, conhecido como China, chefe do tráfico de drogas da Mangueirinha, e seu comparsa, Emerson Luis Borges de Amorim, o Cabelinho. Conforme os investigadores, China é o namorado da jovem, que apanhou e teve os cabelos cortados depois que ele descobriu ter sido traído. Para se vingar, ela o acusou do falso sequestro e de violência sexual. “A única coisa boa nessa história é que conseguimos prender o China e o Cabelinho, que realmente são traficantes das favelas da Mangueirinha e da Ponte Preta”, destacou o delegado.

A adolescente pode responder pelo crime de denunciação caluniosa. A mãe dela confirmou a mentira, disse que a filha tem problemas mentais e que já fugiu outras vezes de casa. Ambas moram em Guarulhos e devem ser chamadas a prestar novos esclarecimentos às polícias do Rio e de São Paulo.

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