Senadores são bombardeados por mensagens contra o fim da taxa das blusinhas
A MP das Blusinhas avança nesta segunda-feira em ritmo acelerado no Congresso
Senadores da base governista e da oposição têm sido bombardeados, desde o início desta segunda-feira, contra o fim da taxa das blusinhas. Gabinetes têm recebido mensagens atribuídas ao Instituto Prospera Brasil com dizeres que pedem igualdade de competitividade com o mercado internacional para compras de até US$ 50.
Os cards citam ainda desfavorecimento ao mercado interno e possíveis aumentos na taxa de desemprego a partir da medida, além de argumentar que o Brasil caminha “na contramão” de outros países ao aprovar a MP 1357.
“Não se trata de ser contra as importações ou contra a concorrência. Concorrência, sim. Desigualdade de regras, não. Ao destaxar pequenas encomendas importadas, enquanto quem produz e emprega no Brasil continua submetido a uma elevada carga tributária e a um amplo conjunto de normas, controles e exigências, criamos uma competição profundamente desequilibrada. É desigualdade tributária. É desigualdade regulatória. E, ao transferir vendas, produção e investimentos para fora do País, transforma-se também em desemprego no Brasil. As maiores vítimas dessa desigualdade são justamente as pequenas e médias empresas e os milhões de brasileiros que dependem da produção, do comércio e do emprego gerados em nosso País”, diz um comunicado escrito pelo grupo.
A MP das Blusinhas avança nesta segunda-feira em ritmo acelerado no Congresso. O prazo de validade da proposta termina em 8 de setembro.
A comissão mista responsável pela análise da MP votará nesta segunda o relatório da senadora Leila Barros (PDT-DF), que mantém o fim da cobrança de 20% de Imposto de Importação sobre compras internacionais de até US$ 50. A aprovação dentro do prazo é necessária para evitar a retomada da tributação.
Depois da análise na comissão mista, a MP ainda precisará passar pelos plenários da Câmara e do Senado antes de 8 de setembro. A proposta é considerada prioritária pelo governo na semana de esforço concentrado, que antecede a intensificação do calendário eleitoral. Ao mesmo tempo, entidades do setor produtivo pressionam contra o fim da cobrança, argumentando que a isenção pode ampliar a desvantagem competitiva dos produtos nacionais em relação aos importados..







