Senado: Salles acusa André do Prado de oportunismo e rejeita apoio da direita ao candidato do PL
Candidato do Novo ao Senado por São Paulo diz que adversário tenta se beneficiar dos votos do bolsonarismo e critica influência do Centrão na disputa
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O deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP), candidato ao Senado por São Paulo, acusou o também candidato ao mesmo cargo André do Prado (PL), presidente da Assembleia Legislativa (Alesp), de tentar se apropriar do eleitorado bolsonarista na disputa pelas duas vagas do estado. Em entrevista ao programa Ponto de Vista nesta terça-feira, 25, Salles afirmou que o adversário “não é de direita, nunca foi” e disse não concordar com o uso da força eleitoral da direita para apoiar um candidato que, segundo sua avaliação, não representa esse campo político.
A declaração ocorre em meio a uma disputa acirrada pelo Senado paulista. Pesquisa Real Time Big Data divulgada na segunda-feira, 24, mostrou Guilherme Derrite (PP) numericamente na liderança, com 18% das intenções de voto, seguido por Simone Tebet (PSB), com 17%, André do Prado (PL), com 15%, e Marina Silva (Rede), com 14%. Salles aparece com 10%.
Para Salles, o quadro ainda pode sofrer mudanças à medida que a campanha avançar. “As pesquisas têm oscilado muito”, afirmou. Na avaliação do candidato, parte do eleitorado ainda não está suficientemente “engajada e inteirada” sobre a eleição. Ele disse que entrevistas, debates e sabatinas deverão permitir que os eleitores conheçam melhor os concorrentes e definam suas escolhas.
O deputado também procurou estabelecer uma divisão entre os candidatos que considera alinhados à direita e aqueles que, em sua avaliação, tentam ocupar esse espaço apenas durante a campanha. Ao falar sobre André do Prado, Salles citou apoios anteriores do deputado estadual a nomes de diferentes correntes políticas. “O André do Prado não é de direita, nunca foi”, disse.
Salles afirmou que Prado teria apoiado Dilma Rousseff, Aloizio Mercadante e Eduardo Suplicy, do PT, e Márcio França, do PSB, além de ter apoiado medidas associadas ao então governo estadual de João Doria (2019-2022). Também mencionou a aproximação de Prado com o PT na eleição para a presidência da Assembleia Legislativa de São Paulo.
Na avaliação de Salles, essa trajetória não seria compatível com a tentativa de se apresentar como candidato de direita. “E agora, por puro oportunismo, está se utilizando dos votos do bolsonarismo, se fingindo de direita, para tentar se eleger na esteira do bolsonarismo”, afirmou.
A crítica de Salles também alcançou o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. O deputado do Novo classificou Prado como “cria e pupilo” de Valdemar e afirmou que o comando da legenda não representa a direita que ele defende. Ao mesmo tempo, fez uma ressalva de que o PL reúne “grandes deputados” e “grandes nomes”, mas criticou o que chamou de “valdemaristas”.
Centrão
O principal alvo da crítica foi o Centrão. Salles chamou o grupo de “câncer do Brasil” e o acusou de atuar com “fisiologismo” e “patrimonialismo”. Segundo o candidato, integrantes do Centrão apoiariam diferentes correntes políticas desde que obtivessem, em contrapartida, poder, dinheiro, emendas e cargos. As afirmações refletem a avaliação política apresentada por Salles durante a entrevista.
Ao final, o deputado deixou explícita sua posição sobre a disputa pelo eleitorado de direita em São Paulo. “Eu não concordo com utilizar a força da direita para apoiar alguém que nitidamente não é e nunca foi, nem jamais será uma pessoa verdadeiramente de direita”, afirmou.
VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.







