Seis ondas de calor sob El Niño ameaçam safra e põem cidades em alerta até o fim do ano
Termômetros podem subir até 3 °C acima da média no país nos próximos quatro meses
O fenômeno climático El Niño deve causar intensas ondas de calor até o término de 2026. Um estudo do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) estima que haverá ao menos seis ocorrências nos próximos quatro meses.
O aquecimento anômalo e temporário das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial traz impactos que vão além do desconforto térmico: o calor excessivo agrava o risco de incêndios, intensifica secas severas e pode elevar o custo de vida por meio do encarecimento de alimentos e energia. O cenário exige atenção especial para a saúde pública e para os prejuízos econômicos no agronegócio brasileiro.
As previsões meteorológicas apontam que quase todo o território nacional poderá registrar temperaturas de até 3 °C acima da média, com máximas chegando a 41 °C. Em São Paulo, as projeções indicam médias de 34 °C durante as ondas de calor mais intensas.
Em eventos severos anteriores sob a influência do El Niño, o Brasil chegou a registrar marcas de até 7 °C acima da média histórica. Diante dos evidentes impactos econômicos e sociais, especialistas ressaltam a importância do planejamento estrutural e dos cuidados preventivos com a saúde. As cidades precisam se preparar com obras e planos de contingência para reduzir os danos urbanos, enquanto a população deve estar atenta para combater a desidratação e o estresse térmico — sendo idosos, crianças, gestantes e trabalhadores expostos ao sol os grupos mais vulneráveis diante do risco de consolidação de um Super El Niño.







