Segurança reforçada e ministros do STF: como foi casamento de filho de Alexandre de Moraes
Cerimônia foi realizada na Casa Fasano, na Cidade Jardim, na Zona Sul de São Paulo, em meio à crise do Banco Master
A cerimônia de casamento do filho do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), neste sábado, 26, foi marcada por um esquema de segurança reforçado e presença de ministros do STF e do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O evento, que ocorre em meio à crise do Banco Master, foi realizado na Casa Fasano, na Cidade Jardim, na Zona Sul de São Paulo.
A Polícia Judicial, a Polícia Militar de São Paulo e a Guarda Civil Metropolitana foram mobilizadas para o casório. Em paralelo, agentes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) restringiram o trânsito para acessar o local, impedindo a aproximação do público a cerca de 200 metros da casa de eventos. Pelo menos duas vias foram bloqueadas. Não houve protestos na região.
Os convidados começaram a chegar por volta das 15h. Entre os que marcaram presença, estavam os ministros do STF Gilmar Mendes e Flávio Dino, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Eles foram acompanhados por Luís Felipe Salomão e Benedito Gonçalves, ambos ministros do STJ. A cerimônia foi celebrada pelo ex-deputado e ex-vereador Gabriel Chalita. Veja parte do convite do casamento a baixo.
Alexandre Barci de Moraes, o filho do ministro, foi citado nas revelações sobre a possível relação do magistrado com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master. Em outubro de 2025, foram emitidos cartões de crédito com limite de R$ 300 mil para ele e sua irmã, Giuliana, a pedidos do escritório Barci de Moraes.
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Caso Master
Na semana passada, veio a público um vídeo de uma câmera de segurança do aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, que flagra Moraes desembarcando de um jatinho de Vorcaro. A filmagem, de 22 de agosto de 2025, mostra o momento em que o ministro e sua esposa, Viviane Barci de Moraes, deixam um avião Legacy, com prefixo PP-NLR, de propriedade de uma empresa de Vorcaro.
A informação foi divulgada pelo jornal O Globo. O escritório de Viviane manteve um contrato com o Banco Master no valor de 131 milhões de reais. Segundo as investigações da Polícia Federal (PF), outro acordo, no valor de 50 milhões de reais, chegou a ser negociado, sendo que parte do pagamento deveria ocorrer na forma de viagens de avião e helicóptero.
Desde abril, o gabinete do ministro nega que ele tenha usado jatinhos do ex-banqueiro. Já o escritório de Viviane salientou que o segundo contrato nunca chegou a ser fechado e que contrata serviços de táxi aéreo de várias empresas.
Um relatório da PF revelou que em novembro de 2025, no auge das investigações contra o Master, Moraes e Vorcaro trocaram mensagens sobre a possibilidade de salvar o banco. Em uma delas, Vorcaro enviou uma foto com texto para o ministro — que só respondia com mensagens de visualização única, dificultando o rastreamento do que foi dito. Moraes reagiu à imagem com um “joinha”. Dois dias antes de ser preso, o ex-banqueiro perguntou a Moraes se deveria deixar o Brasil.







