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Segurança que asfixiou jovem no Rio responderá por homicídio

Novas imagens revelam que o Pedro Henrique estava desarmado quando foi imobilizado pelo Davi Amâncio, diferentemente do alegado inicialmente

O segurança Davi Ricardo Moreira Amâncio, de 32 anos, vai responder por homicídio com dolo eventual (em que assumiu o risco de matar). Ele foi o acusado de ser o responsável pela morte de Pedro Henrique Gonzaga, 25, por asfixia em uma loja do supermercado Extra, no Rio de Janeiro. Novas imagens revelam que o jovem estava desarmado quando foi imobilizado pelo segurança, diferentemente do alegado inicialmente.

Um novo inquérito sobre o caso foi encaminhado à Justiça nesta sexta-feira, 15, reunindo diversas imagens de vídeo que refazem o passo a passo do crime desde o momento em que Gonzaga e sua mãe chegam ao supermercado, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste, até a morte do rapaz. Dinalva Santos de Oliveira, mãe de Gonzaga, afirmou que ele não tentou pegar a arma do segurança.

As novas imagens mostram que Gonzaga vai em direção do segurança. Em seguida, ele cai no chão duas vezes e é imobilizado. Amâncio alegou, originalmente, que o rapaz tentou pegar sua arma. Mas uma imagem mostra a arma na mão de um outro segurança, Edmilson Félix, comprovando que a vítima não oferecia risco algum.

A pena por homicídio com dolo eventual pode chegar a trinta anos de prisão. O outro segurança, que segurou a arma do colega e assistiu ao estrangulamento também responderá por homicídio porque não fez nada para impedir a morte de Gonzaga, a despeito dos diversos alertas feitos por outras testemunhas da cena.

O vídeo que circulou nas redes sociais mostrou o exato momento da agressão. Amâncio, deitado sobre o jovem, refuta pedidos de outras pessoas para que o solte. Uma mulher, que está perto da cena, diz: “Está desmaiado, não está não?”. Outra fala: “Ele tá com a mão roxa”. Mas ele se nega a sair e responde “Quem sabe sou eu”.

A assessoria do Extra informou que a loja acionou a polícia e o socorro imediatamente. O jovem foi levado ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca e morreu no local. Em nota, o supermercado disse repudiar “qualquer ato de violência em suas lojas” e que os seguranças presentes na ação já foram afastados.

(Com Estadão Conteúdo)