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Secretário de Segurança de SP quer saber por que não foi informado sobre assalto a cofres do Itaú

Antonio Ferreira Pinto cobrou explicações da Polícia Civil. Caso demorou a ser comunicado à delegacia especializada

Por André Vargas 7 set 2011, 13h52

A demora na comunicação sobre o assalto aos cofres do Banco Itaú à cúpula da segurança de São Paulo será apurada, informou nesta quarta-feira o secretário de Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto. O crime ocorreu entre a madrugada do dia 27 de agosto, um sábado, e a manhã do domingo. Leia também: Cofres particulares guardam bens não declarados Os criminosos renderam vigilantes e ficaram cerca de dez horas dentro da agência, localizada na Avenida Paulista, na capital. Cerca de 170 cofres particulares foram arrombados em uma ação que envolveu doze assaltantes. Só se teve notícia sobre o crime, no entanto, no último domingo, após uma reportagem na televisão. Agora, o secretário estadual de Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, quer entender o que causou a lentidão na comunicação entre a Polícia Civil e a secretaria, dada a dimensão do crime. Os cofres continham dinheiro e bens milionários de correntistas. Para Ferreira Pinto, o responsável pela falha deve ser punido. “Houve um hiato. Alguém será responsabilizado pela demora na comunicação”, afirmou após assistir ao desfile de Sete de Setembro, em São Paulo. A Secretaria de Segurança Pública informou que, ainda assim, todos os trâmites da investigação policial foram seguidos. O roubo foi registrado no domingo, no 78º Distrito Policial, no bairro dos Jardins. O delegado de plantão esteve na agência, ouviu os vigilantes e pediu os laudos periciais necessários para o início das investigações. Na sequencia, o Departamento de Investigações Criminais (Deic) da Polícia Civil, onde está localizada a Delegacia Especializada em Roubo a Bancos, foi informado sobre o caso.

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