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Secretário de Justiça do Maranhão cai após nova fuga em Pedrinhas

Sebastião Uchôa conduzia secretaria responsável por administrar presídios do Estado. Na madrugada, ao menos treze escaparam por túnel

Por Da Redação 17 set 2014, 13h21

Depois de mais uma fuga de presos do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, o secretário de Justiça e Administração Penitenciária do Maranhão (Sejap), Sebastião Uchôa, foi demitido. Na madrugada desta quarta-feira, ao menos treze detentos escaparam do presídio por meio de um túnel. Pela manhã, outro grupo tentou deixar a penitenciária – desta vez, pulando os muros do complexo. Assume a Sejap interinamente o secretário de Segurança Pública do Estado, delegado Marcos Affonso Junior.

Equipes da Globonews flagraram o momento em que presos pulavam os muros da penitenciária. Alguns chegaram a deixar o local pela porta da frente. Só não houve uma fuga em massa porque a Polícia Militar foi chamada e deteve muitos dos presos já do lado de fora do complexo. Em nota, o governo do Maranhão diz que Uchôa “entregou o cargo” na terça-feira. Ele estava à frente da Sejap há um ano e seis meses.

Na segunda-feira, o diretor da Central de Detenção do Complexo, Cláudio Henrique Bezerra Barcelos, de 45 anos, foi preso acusado de ter recebido dinheiro para libertar presos. Muitos dos detentos conseguiram ganhar a rua usando a porta da frente do Complexo. Barcelos também é acusado de fraudar informações do sistema do presídio.

Na semana passada, 36 presos fugiram da penitenciária após um caminhão caçamba derrubar intencionalmente um dos muros do presídio. Inicialmente, o governo do Maranhão divulgou que apenas seis detentos haviam fugido. Após fazer a recontagem dos presos, o governo corrigiu o número para 36. Em março, quatro detentos fugiram por um túnel escavado no chão de uma cela.

Barbárie – No último sábado, o detento Eduardo Cezar Viegas Cunha, de 32 anos, foi encontrado morto esfaqueado e enrolado em um lençol no presídio. Ele é o décimo sexto preso achado morto no local em 2014 – no ano passado, foram registradas sessenta mortes, segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Salomão Mota, também diretor do presídio, é investigado por emprestar um celular a um detento. A Secretaria de Justiça e Administração Penitenciária (Sejap) abriu uma sindicância para apurar o caso. Ele admitiu ter emprestado o aparelho, mas se defendeu, dizendo que o detento precisava falar com os seus familiares e que os telefones fixos da penitenciária não estavam funcionando.

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