Secretário afirma que viaduto cedeu mais três milímetros durante a noite

Será feito o macaqueamento para segurança da estrutura. Linha da CPTM foi interrompida para não causar vibrações que prejudiquem ainda mais a ponte

Por Da Redação - Atualizado em 17 nov 2018, 13h16 - Publicado em 17 nov 2018, 13h05

O caso do viaduto que cedeu cerca de 2 metros e pode até desabar na Marginal Pinheiros se complica a cada instante. O secretário municipal de Infraestrutura e Obras, Vitor Aly, informou na manhã deste sábado 17, que a estrutura afundou mais 3 milímetros. “No período da noite, em função da mudança de temperatura, e como era esperado houve uma movimentação na estrutura. Temos agora um centímetro acumulado do lado direito e 1,2 cm do lado esquerdo”, disse Aly. Segundo Aly, em breve será feito o macaqueamento da estrutura.

“Não é a solução de consertar o problema, mas é de aliviar o problema da tensão no pilar rompido”, disse Aly. O secretário disse que a prioridade no momento é a segurança dos funcionários que estão trabalhando no local, da estrutura e preservação da linha da CPTM e que estão trabalhando para diminuir o transtorno a população.

Além da possibilidade de restauração da estrutura com os escoramentos, mais provável, outra opção seria a demolição completa do viaduto para a construção de um novo no mesmo local. Segundo engenheiros que estão acompanhando o evento, no entanto, esta é uma alternativa muito mais trabalhosa e, por ora, não está sendo considerada.

Também foi fechada a circulação dos trens da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) entre as estações Pinheiros e Ceasa da Linha 9 – Esmeralda, que pega, ainda, as estações Cidade Universitária e Villa Lobos. Os trilhos passam ao lado do viaduto e, além do risco aos passageiros, a movimentação dos trens também causa tremores e poderia afetar a manutenção.

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O viaduto, localizado na Marginal Pinheiros, na alça de acesso à rodovia Castelo Branco, cedeu em parte de sua estrutura na madrugrada de quinta-feira 15. Na sexta-feira, houve novas movimentações do concreto e o secretário Aly chegou a anunciar que havia risco de colapso total. 

Com Estadão Conteúdo

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