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Seca deixa 33 cidades em situação de emergência no RS

Estiagem prejudica produção agrícola e leiteira do estado. Mais de 200.000 pessoas foram afetadas pela falta de chuva. Moradores racionam uso de água

Por Bruno Huberman - 3 jan 2012, 17h08

Enquanto o Sudeste sofre com as chuvas, o Rio Grande do Sul enfrenta uma estiagem que prejudica a produção agrícola e leiteira na região central do estado desde o início de dezembro. Segundo a Defesa Civil gaúcha, 33 cidades decretaram situação de emergência. Mais de 200.000 pessoas foram afetadas pela seca, que também provocou a redução na produção de leite e a destruição de lavouras inteiras.

Segundo o meteorologista da Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro), Glauco Freitas, em algumas regiões choveu apenas 25% do esperado nos meses de novembro e dezembro. A estiagem, diz Freitas, é provocada pela interrupção do canal de umidade vindo da Amazônia – que ficou parado no Sudeste e gerou as chuvas na região – e pela La Niña. O fenômeno meteorológico esfria a água no Oceano Pacífico, o que diminui a evaporação da água e aumenta a seca.

O major Ari Ferreira, da Defesa Civil, afirma que os mais prejudicados são os pequenos agricultores, que não têm condições de manter suas plantações. As principais culturas agrícolas do estado são café, milho, soja, arroz e tabaco, além da produção leiteira. De acordo com a doutora em agrometeorologia da Fepagro, Luana Cardoso, as lavouras mais afetadas são a de milho e feijão. Números apontam que 50% das plantações de milho do estado estão em estado crítico e 30% do cultivo na região de Passo Fundo já foi perdido.

Racionamento – As cidades de São Leopoldo e Novo Hamburgo estão sofrendo um racionamento de água por causa da escassez no abastecimento provocada pela seca no Rio dos Sinos – as prefeituras estão realizando um rodízio entre os bairros no fornecimento de água. Alguns municípios solicitaram o envio de caminhões-pipa. Para tentar reduzir os efeitos da estiagem, a Defesa Civil promove uma campanha de racionamento entre os gaúchos, pedindo que evitem o desperdício de água.

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