São Paulo tem o menor número de latrocínios dos últimos 25 anos
Capital registra 15 casos de roubos seguidos de morte entre janeiro e maio, marca mais baixa para o período na série histórica
De janeiro a maio de 2026, a cidade de São Paulo registrou o menor número de latrocínios (roubos seguidos de morte) dos últimos 25 anos. Nos cinco primeiros meses do ano, foram contabilizados 15 casos, marca mais baixa para o período desde o início da série histórica, em 2001.
Na comparação anual, o total de latrocínios caiu 17% ante o mesmo período de 2025, quando foram registrados 18 casos, e recuou 66% em relação a 2016, ano em que atingiu a marca de 44 ocorrências. “O acumulado é o menor da série histórica e reflete o trabalho estruturado e continuado das polícias”, diz Osvaldo Nico Gonçalves, secretário estadual de Segurança Pública. “Nossa resposta é imediata, com mais policiamento, mais investigação e mais operações nas áreas com maior incidência.”
Dos quinze latrocínios relatados em 2026, um terço (cinco casos) foram registrados em maio, sendo três concentrados na zona oeste da capital paulista. A região foi foco de uma operação da Polícia Civil contra roubos praticados com motocicletas, que correspondem à maioria das ocorrrências de roubo seguido de morte na cidade.
O delegado-geral da Polícia Civil paulista, Artur Dian, atribui a redução dos casos ao “fortalecimento das investigações, aliado ao uso de tecnologia e ao apoio pericial”. Por sua vez, a comandante-geral da Polícia Militar de São Paulo, coronel Glauce Cavalli, destaca o aumento do policiamento preventivo com apoio de inteligência policial e o reforço das equipes de Força Tática, Rondas Ostensivas e outras unidades especializadas da PM.
Um dos casos de maior repercussão envolve um homem de 23 anos que foi preso em 26 de maio na Vila Clementino, bairro da zona sul da capital, por suspeita de participar em um latrocínio consumado e outras duas tentativas. Considerado um dos criminosos mais perigosos em atividade em São Paulo, ele era investigado desde março de 2025 e tinha quatro mandados de prisão em aberto por crimes praticados no Jardim Colina, Saúde e Ipiranga, todos envolvendo motocicletas e armas de fogo.







