Santa Catarina sofre nova onda de ataques

Treze atentados foram registrados em dois dias; uma base da Polícia Militar e uma delegacia foram atacados e quatro ônibus incendiados

Por Luciano Bottini Filho - 1 fev 2013, 10h52

Santa Catarina volta a sofrer uma nova onda de ataques. Nas últimas 48 horas, foram registradas 13 ocorrências nas cidades de Florianópolis, Balneário Camboriú, Camboriú, Gaspar, Itajaí e Palhoça. As mais graves foram os ataques a uma base da Polícia Militar e a uma delegacia, além de incêndios de quatro ônibus. A polícia do estado investiga se esses ataques estão relacionados aos ocorridos em novembro do ano passado, atribuídos às organizações criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC), de São Paulo, e Primeiro Grupo Catarinense (PGC).

O último ataque foi às 5h desta sexta-feira, com um incêndio a uma base da PM no bairro de Canasvieiras, na capital do estado. O fogo foi rapidamente controlado pelos próprios agentes e não houve feridos.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado de Santa Catarina, uma das hipóteses para essas ações é o descontentamento de criminosos com a transferência de um preso de Florianópolis para Criciúma. O governo estadual diz ter criado uma força-tarefa com equipes das polícias Civil e Militar, além do sistema penitenciário, para apurar se houve uma ação de facções. “Essa possibilidade não está sendo descartada, mas ainda não temos nada de concreto”, disse a tenente-coronel Claudete Lehmkuhl, chefe de comunicação da PM de Santa Catarina.

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