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Saiba quem são os criminosos que comandam o PCC

De dentro do presídio de Presidente Venceslau, os líderes da facção ordenam as ações do grupo, que fatura 120 milhões de reais por ano

Por Eduardo Gonçalves - Atualizado em 10 dez 2018, 10h50 - Publicado em 18 jul 2014, 07h43

Na semana passada, uma operação do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) de São Paulo prendeu quarenta pessoas – entre elas dois adolescentes – numa ação destinada a desmontar a cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC). A operação evidenciou que, embora São Paulo seja o principal centro de distribuição de drogas do PCC, o comando operacional da facção se espalhou além das fronteiras do Estado e até do país – o que exige o esforço e a cooperação da Polícia Federal e de autoridades de outros Estados. Dois integrantes do alto escalão do PCC estão no exterior e ainda não foram presos: de Pedro Juan Caballero, no Paraguai, Fabiano Alves de Souza, o “Paca”, gerencia o encaminhamento da droga; e de Orlando, nos Estados Unidos, Wilson José Lima de Oliveira, o “Neno”, administra a comissão cobrada de traficantes.

Prisões

38 pessoas e dois adolescentes apreendidos

Drogas

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102 kg de cocaína, 40 kg de maconha

Armas

4 pistolas, 1 submetralhadora, 1 fuzil, e munição

Valores

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31 automóveis, 5 deles de luxo, e 2 motocicletas.

R$ 120.973 e três contas bancárias bloqueadas

Os promotores paulistas apontam que os negócios ilegais do PCC rendem 120 milhões de reais por ano. “Hoje, a organização é muito mais empresarial. Essa dinâmica explica as mudanças no nomes dos réus. Quando alguém é preso, outro vem e assume a sua função. Se continuarmos trabalhando assim, esse substituto amanhã será denunciado e preso também”, afirma o promotor Lafaiete Ramos Pires.

Infelizmente, a constatação das investigações é que os tentáculos do PCC continuam crescendo dentro e fora dos presídios. Que o combate sem descanso à facção criminosa seja imperativo para as forças de segurança pública.

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Gatilho – A prisão (veja o vídeo abaixo) de Renato dos Santos Gomes, o “Casca”, em Mauá, na Grande São Paulo, desencadeou a abertura da investigação que resultou na prisão de quarenta integrantes da facção criminosa. Ele é apontado como um dos gerentes dos 51 pontos de venda de drogas na região metropolitana de São Paulo.

https://www.youtube.com/watch?v=3TH6b_f7KH8

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