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Sabesp terá de retirar menos água do Sistema Cantareira

Desde o início de julho, a vazão liberada do Cantareira para a Sabesp é de 19.700 litros por segundo. A partir de 30 de setembro, será de 18.100 litros

Por Da Redação 29 ago 2014, 18h58

Após cerca de 45 dias de impasse, os órgãos gestores do Sistema Cantareira chegaram a um acordo e decidiram reduzir em 13,2% o volume médio de água que pode ser retirado do manancial pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) para abastecer a Grande São Paulo. A medida, porém, ocorrerá em duas etapas e a estatal paulista terá um mês para fazer a primeira redução.

Desde o início de julho, a vazão liberada do Cantareira para a Sabesp é de 19.700 litros por segundo. Segundo a Agência Nacional de Águas (ANA), do governo federal, e o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), do governo paulista, um acordo definiu que a partir do dia 30 de setembro a Sabesp poderá retirar do Cantareira 18.100 litros por segundo em média. A partir do dia 31 de outubro, o índice cai para 17.100 litros por segundo.

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Isso significa que, em novembro, a Sabesp terá disponível para captação praticamente metade (55%) do volume de água estabelecido na outorga de uso do manancial assinada em 2004, de 31.000 litros por segundo. Em janeiro deste ano, por exemplo, a concessionária retirou em média 29,9 mil litros por segundo, cerca de 10 mil litros a mais do que tem retirado neste mês de agosto: 19.300 litros por segundo.

Apesar da redução, o nível do Cantareira só caiu neste período. Nesta sexta-feira, o manancial está com 11,3% da capacidade, operando exclusivamente com água do chamado “volume morto”, reserva profunda das represas. Desde o início da crise, a Sabesp deixou de abastecer cerca de 2,3 milhões de pessoas com água do Cantareira. Hoje, cerca de 6,5 milhões de pessoas ainda recebem em suas casas água do manancial em crise.

A nova redução determinada pelos órgãos gestores até outubro, de 2,6 mil litros por segundo, é o suficiente para abastecer cerca de 500.000pessoas, mesmo contingente que a Sabesp pretende tirar da área de influência do Cantareira até o final deste ano. Para a região de Campinas, onde cerca de 5 milhões de pessoas recebem água do Cantareira, os órgãos gestores mantiveram a vazão de 3.000 litros por segundo, com possibilidade de aumentar para 4.000 caso haja necessidade.

(Com Estadão Conteúdo)

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