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Roubo de fotos de Carolina Dieckmann pode levar rede de hackers à prisão

Apesar da identificação de quatro suspeitos, investigações vão continuar para tentar chegar a mais envolvidos

As investigações que levaram a polícia do Rio aos suspeitos de furtar e divulgar imagens da atriz Carolina Dieckmann na internet pode levar a uma rede de hackers que pratica crimes usando a rede. Na tarde desta segunda-feira, o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, que representa Carolina, afirmou, ao chegar à Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) que é possível que mais envolvidos sejam descobertos, pois as investigações, segundo ele, ainda não foram concluídas. Além dos crimes de furto, difamação e extorsão qualificada, os envolvidos devem ser enquadrados por formação de quadrilha.

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Os investigadores ainda tentam detalhar o método usado pelos suspeitos para ter acesso indevido aos arquivos de Carolina Dieckmann. As hipóteses mais prováveis, segundo afirmou Kakay, depois de uma conversa com o delegado Gilson Perdigão, titular da DRCI, são de uso de um vírus de computador enviado, possivelmente por spam, para o e-mail da atriz, ou de “engenharia social” – termo usado pelos hackers para tentar adivinhar senhas de vítimas, com base em datas de aniversário, nomes de parentes e outros detalhes.

Mesmo identificados, nenhum dos envolvidos deve ir preso antes do julgamento. Ainda assim, de acordo com Kakay, Carolina Dieckmann está aliviada com a descoberta dos responsáveis pelo vazamento das fotos.

“Ela está agradecida. Estávamos com medo que esse inquérito sangrasse durante meses, mas rapidamente a polícia conseguiu chegar à autoria. Foi um excelente trabalho”, disse Kakay, que prefere esperar a conclusão do inquérito para avaliar a possibilidade de pedir indenização aos responsáveis.