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Romário volta ao PSB e quer partido fora do governo Cabral

Ex-jogador pediu a desfiliação no dia 9 de agosto, alegando falta de espaço. Agora ele pede que socialistas entreguem os cargos no Rio

Pouco mais de um mês depois de deixar o PSB – e ser assediado por vários partidos -, Romário decidiu nesta quinta-feira que vai retornar à sigla pela qual se elegeu deputado federal em 2010. O ex-jogador se reuniu com o presidente nacional do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que lhe entregou ainda o comando do partido no Rio de Janeiro. O primeiro ato de Romário foi anunciar a saída do governo de Sérgio Cabral (PMDB), a exemplo do que o PSB fez na esfera federal.

“A comissão vai se reunir pela primeira vez e o primeiro ato – o pedido que eu farei – é que a gente desembarque do governo Cabral, para mantermos a independência no Estado; e que entreguemos todos os cargos”, resumiu Romário, agora no comando provisório do diretório regional da sigla no Rio.

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Romário entregou o pedido de desfiliação no último dia 9 de agosto, alegando falta de espaço na legenda no estado. A volta dele à sigla ocorre um dia depois de a Executiva Nacional do PSB destituir o presidente estadual do Rio, Alexandre Cardoso, e iniciar um processo no Conselho de Ética da legenda que pode culminar na expulsão do dirigente.

Provável candidato ao Planalto, Eduardo Campos considerou “absurda” a conduta de Alexandre Cardoso, que estaria encaminhando para o PMDB pessoas interessadas em se filiar no partido socialista. “Temos a alegria de recompor a direção estadual do PSB, que será presidida por ele [Romário]”, disse Campos.

Prefeitura – O deputado voltou ao PSB com a garantia de que poderá disputar a prefeitura do Rio de Janeiro. “O ano de 2016 está muito longe mas, quando chegar, se tiver uma pesquisa e eu pontuar dentro daquilo que o partido entender que é interessante para eu disputar, vou ter um grande prazer em fazer isso. No curto prazo, Romário disse, no entanto, que tem como prioridade se reeleger deputado federal, apesar de uma vaga no Senado não estar fora de suas perspectivas. “O meu pensamento é tentar a reeleição para deputado federal e, se eu tiver uma probabilidade que seja muito boa, um possível Senado”.

(Atualizada às 22h30)

(Com Estadão Conteúdo)