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Rojões atingem acampamento de militantes pró-Lula na madrugada

Pelo menos um homem foi ferido. Não se sabe ainda quem disparou os fogos

Por Felipe Frazão - Atualizado em 15 maio 2017, 15h31 - Publicado em 10 maio 2017, 02h16

Rojões e fogos de artifício foram disparados na madrugada desta quarta-feira contra o acampamento onde estão concentrados militantes do MST e da CUT que viajaram a Curitiba (PR) para acompanhar o depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao juiz Sérgio Moro. Confira o vídeo abaixo. 

Os fogos atingiram pelo menos uma barraca, que ficou em chamas, e feriram um rapaz, Maicon Diekson Costa Leite, de 30 anos, professor do acampamento Dom Tomás Balduíno, em Quedas do Iguaçu, interior do Paraná. Ele foi levado a um pronto-socorro da capital paranaense, mas foi liberado em seguida. Ele sofreu escoriações leves no braço e no tórax.

No início da manhã, Maicon já estava de volta ao acampamento.

Além de Maicon, dizem os organizadores do acampamento pró-Lula, uma menina de 15 anos teve irritação nos olhos, causada por fogos de artifício que passaram próximo a seu rosto. Os organizadores do acampamento dizem que ficaram espalhados pelo local 26 cartuchos de rojões, que estavam encaixados a tijolos – segundo eles, numa preparação para que estourassem em sequência.

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Logo após os fogos, um homem com mochila nas costas foi visto escondido sob um viaduto vizinho ao acampamento. Segundo os militantes, ele pode ter feito os disparos. O homem fugiu em seguida por uma escada no pilar do viaduto e, depois, correu por uma passarela.

Os fogos foram disparados pouco depois da meia-noite. O barulho provocou correria no acampamento, onde há centenas de pessoas dormindo em barracas – são homens, mulheres, idosos e crianças, principalmente da região sul do país.

Segurança do MST

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Uma equipe destacada para fazer a segurança do acampamento, formada por 150 integrantes do MST, tentou localizar o responsável por lançar os fogos. Sem sucesso, os homens, armados com bastões de madeira, fizeram um cordão para isolar o local atingido.

O acampamento, montado próximo à Rodoferroviária de Curitiba, está cercado por grades. Além dos homens do MST, integrantes do que o movimento chama de “equipe de disciplina”, seguranças privados armados foram contratados para fazer a segurança dos militantes – eles estariam sendo pagos pela CUT. No momento do disparo dos fogos, esses seguranças armados guarneciam a entrada do acampamento, do lado oposto ao local atingido pelos rojões.

Vinte e cinco ônibus de viagem estão estacionados nos arredores da Rodoferroviária de Curitiba, onde fica o acampamento.

Na audiência desta quarta-feira, o ex-presidente Lula será interrogado pelo juiz Sergio Moro como parte de um processo em que ele é réu, acusado de corrupção e lavagem de dinheiro por ter recebido favores da empreiteira OAS.

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