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RN decreta calamidade de presídios; Força Nacional chega ao Estado

Rebeliões em série atingem as maiores penitenciárias da região. Em Natal, cinco ônibus foram tomados por criminosos e incendiados na noite de segunda

Por Da Redação - 17 mar 2015, 12h04

O governo do Rio Grande do Norte decretou nesta terça-feira situação de calamidade do sistema prisional do Estado em virtude de motins de detentos nos três maiores presídios da Região Metropolitana de Natal registrados desde o fim de semana. Na noite desta segunda-feira, a capital potiguar viveu momentos de medo após cinco ônibus terem sido tomados por criminosos e incendiados. A Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social apura a ligação entre os casos. Atendendo a pedido do governador Robinson Faria, o Ministério da Justiça enviou ao Estado 99 agentes da Força Nacional de Segurança – a previsão é de que 300 homens reforcem a segurança no RN ao longo dos próximos dias.

Em meio à crise, o secretário de Justiça e Cidadania – pasta responsável pela administração do sistema prisional -, Zaidem Heronildes, pediu exoneração do cargo e a administração ainda procura por um novo nome para substituí-lo. As atribuições foram acumuladas pela secretária de Segurança Pública, Kalina Leite.

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De acordo com levantamento do governo, uma estrutura equivalente a 1.000 vagas do sistema prisional potiguar foi destruída nas penitenciárias de Alcaçuz e Parnamirim, na Grande Natal, e na Cadeia Pública, localizada na Zona Norte da capital. A situação de instabilidade nos presídios perdurou durante esta segunda-feira, quando foram registradas ocorrências de colchões queimados e celas depredadas. Nesta terça-feira, aproximadamente noventa presos foram transferidos do Centro de Detenção Provisória da Ribeira.

Entre o final da tarde e a noite desta segunda-feira, cinco ônibus foram tomados por homens em pontos distintos da cidade e foram incendiados. As empresas de transporte recolheram todos os veículos em circulação após os crimes e só retomaram o serviço na manhã desta terça-feira.

Com o decreto de calamidade, a administração planeja uma força-tarefa para construção, restauração, reformas e adequações de vagas no sistema prisional. “À força-tarefa caberá também a contratação emergencial de projetos construtivos; nomeação de agentes penitenciários aprovados no último concurso público para atendimento dos serviços de vigilância e estabelecimento de relações administrativas com órgãos federais para concessão de financiamentos”, informou o governo em nota.

(Com Estadão Conteúdo)

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