Rio alcança marca de 400 fuzis apreendidos em 2026
Prejuízo às facções e milícia pode ultrapassar a marca de R$ 5 milhões
A Polícia Militar do Rio de Janeiro alcançou nesta semana a marca de 400 fuzis apreendidos em 2026. Em pouco mais de seis meses, a corporação retirou das ruas uma média de dois fuzis por dia. O prejuízo às facções pode ultrapassar R$ 5 milhões com as apreensões.
O volume crescente de apreensões é reflexo do poder de fogo das facções e milícias que disputam territórios no estado. O 41º BPM, de Irajá, aparece no topo do ranking de apreensões, com 77 fuzis retirados de circulação. A unidade atua em uma das áreas mais sensíveis da capital, marcada por disputas entre grupos criminosos e sucessivas operações policiais. Em seguida aparecem o 14º BPM, de Bangu, com 41 armas; o 18º BPM, de Jacarepaguá, com 40; o 12º BPM, de Niterói, com 36; e o 15º BPM, de Duque de Caxias, com 25.
O levantamento também mostra a concentração das apreensões em regiões historicamente pressionadas pelo avanço do crime armado. O 2º Comando de Policiamento de Área, que abrange parte da zona norte e da Baixada Fluminense, responde por 191 fuzis apreendidos – quase metade do total registrado no estado.
A Polícia Militar informou que prioriza ações de inteligência, operações planejadas e reforço do policiamento ostensivo. A corporação afirma também que a retirada dessas armas de circulação “representa um importante avanço para a preservação da vida, reduzindo o potencial bélico utilizado por criminosos em confrontos e em ataques contra a população e as forças de segurança”.
A maioria dos fuzis é fabricada nos Estados Unidos. O desafio das autoridades é desarticular as rotas de contrabando que permitem esses armamentos chegarem nas mãos dos criminosos. Enquanto isso, o abastecimento bélico das organizações criminosas segue em escala. A pesquisa Arsenal do Crime, do Instituto Sou da Paz, que analisou 255 mil armas apreendidas no Sudeste entre 2018 e 2023, mostrou que o Rio de Janeiro lidera as apreensões de armas de estilo militar.







