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Réveillon em cruzeiro teve aglomerações mesmo após casos de Covid-19

Passageiro do MSC Preziosa relata falta de informação, protestos de viajantes e desrespeito ao distanciamento e ao uso de máscara no navio

Por Tulio Kruse 3 jan 2022, 17h18

A falta de orientação e informações ao longo da viagem pode ter contribuído para o contágio dentro do navio de cruzeiro MSC Preziosa, que teve 28 casos confirmados de Covid-19 no final do ano.

Mesmo após a tripulação já ter informado casos de Covid-19 à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), há relatos de que a festa de Réveillon no convés foi realizada sem respeito a medidas de distanciamento e tolerância aos passageiros sem máscara. O forneciarmento da bebida a bordo seguiu normalmente. No domingo, 2, funcionários de órgãos de saúde que faziam a vistoria sanitária do navio orientaram passageiros a ficarem em autoisolamento nos próximos dias.

Um passageiro, que pediu para não ser identificado, diz que fez um teste para detecção de Covid-19 no dia 28, mas não foi informado sobre o resultado. Ele conta que notou uma diferença de comportamento na tripulação após o MSC Preziosa zarpar no dia 28 de dezembro de Ilhéus, na Bahia, em direção ao Rio de Janeiro: funcionários trocaram as máscaras descartáveis pelo modelo PFF-2, que tem mais eficácia para barrar a transmissão, e o um corredor do navio teve a circulação de passageiros proibida. Ele diz, no entanto, que não houve qualquer informe da empresa sobre a situação epidemiológica na embarcação.

Durante a espera pelo desembarque, ele conta que grupos de passageiros revoltados com a demora gritavam em protesto: “abre, abre”. Segundo esse passageiro, os bares do navio funcionavam normalmente e algumas pessoas embriagadas prestavam ainda menos atenção ao distanciamento e ao uso de máscara. Não houve orientação para que os passageiros aguardassem no quartos. Imagens feitas ao longo das seis horas de espera pelo desembarque no sábado, 2, mostram dezenas de pessoas aglomeradas nos halls e corredores da embarcação.

O MSC Preziosa teve o Rio como destino final, mas um dia antes atracou em Búzios, no litoral fluminense.

Liberado

Após uma vistoria da Anvisa no navio, os passageiros foram liberados para desembarcar na tarde de domingo. A agência também liberou o cruzeiro para novos embarques no mesmo dia. A situação foi considerada menos grave do que a de outros dois dos cinco cruzeiros que estão em operação na costa brasileira: o MSC Splendida e o Costa Diadema tiveram a operação interditada pela Anvisa.

“De acordo com as informações do diário de bordo, eles estão assintomáticos ou com sintomas leves”, disse a Anvisa, em nota, sobre o MSC Preziosa. “As autoridades identificaram os contactantes, ou seja, pessoas que tiveram contato com casos positivados de Covid-19. Todos os contactantes devem permanecer em isolamento após o desembarque.”

A entidade disse que irá apurar o descumprimento de protocolos sanitários nas embarcações.

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