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Relatório enviado ao STF mostra avanço na automação de câmeras corporais em SP

Com 15 mil novos equipamentos, acionamento remoto supera 93% das gravações

Por João Nogueira Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 21 ago 2026, 17h55 | Atualizado em 21 ago 2026, 18h13
Relatório enviado ao STF mostra avanço na automação de câmeras corporais em SP Priorizar nos meus resultados Google

O acionamento remoto e automático das câmeras corporais (COPs) da Polícia Militar de São Paulo atingiu 93,74% dos casos entre agosto de 2025 e junho de 2026. Os dados, obtidos em primeira mão pelo Radar, fazem parte de um documento elaborado pela Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP) sobre o uso dos dispositivos, no âmbito de um acordo firmado no Supremo Tribunal Federal (STF) no ano passado.

As informações demonstram que, na prática, quase a totalidade das gravações foi gerada sem a necessidade de ativação das COPs por parte dos agentes envolvidos nas operações. Na avaliação da SSP, a automação e a tecnologia dos 15 mil novos dispositivos justificam o indicador elevado. Em maio, a PM paulista concluiu as fases de implantação do modelo fornecido pela Motorola, quantidade 50% superior às 10 mil câmeras do contrato anterior com a fornecedora Axon.

Os dispositivos oferecem funcionalidades como geolocalização em tempo real, alta resolução de imagem e permitem o resgate de cenas que precedem o início das gravações. O acionamento automático ocorre por despacho de ocorrência no sistema da corporação, pela proximidade com outra câmera ou por comando do Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) quando uma situação de relevante interesse é notada. Caso a gravação não seja iniciada, cabe ao agente, de forma obrigatória, acionar o equipamento manualmente ao se deparar com uma ocorrência de segurança pública, desde que esteja em condições seguras.

A distribuição dos equipamentos contemplou de forma integral as unidades classificadas como de alta e média prioridade, todos os batalhões da capital e da Região Metropolitana, o Comando de Choque e as Unidades de Ações Especiais de Polícia (BAEP) do território paulista.

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Além de permitir que as interações policiais sejam documentadas de forma autônoma e auditável, a estratégia fortalece a transparência e a segurança jurídica das diligências, pois reduz falhas humanas e assegura a integridade das evidências digitais coletadas.

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